PRIMEIRA MANDATO 29.09.2022 | 06h50

pablo@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Uma ação entre os advogados Ademar José Paula da Silva e Rodrigo Cyrineu após rompimento de sociedade, expõe o governador Mauro Mendes (União) e o vice Otaviano Pivetta (Republicanos) por conta resquicios de dívidas da campanha de 2018, no valor de R$ 120 mil.
Ademar acusa Cyrineu de não repassar alguns créditos do escritório após a sociedade ter sido desfeita. De acordo com a ação, o governador Mauro Mendes teria deixado de pagar R$ 120 mil de serviços advocatícios. "Ocorre que mesmo havendo rumores de que o Governador do Estado e/ou o seu partido havia honrado tal débito, o primeiro demandado sempre negou tal adimplemento, conforme se constata da inclusa conversa travada entre ambos no WhatsApponde este afirmou em 04/02/2022: “Eu não vou judicializar contra o Governador”, diz trecho da ação.
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Segundo Ademar, os argumentos de Cyrineu não teriam sustentação, já que o mesmo trabalha novamente para o governador nas eleições deste ano. "Como se vê, parece pouco crível que os ora demandados não tenham recebido tal débito referente a campanha 2018, considerando o fato deles estarem patrocinando a campanha de reeleição do atual Governador do Estado, bem ainda a campanha de 2022 do Presidente do União Brasil em Mato Grosso, o Sr. Fábio Paulino Garcia", completa.
Ainda de acordo com a ação, também existiria créditos de R$ 90 mil referente à campanha de 2020, quando o escritório prestou serviços para a candidatura do ex-prefeito Roberto França (Patriota). Segundo o autor da ação, o vice-governador Otaviano Pivetta seria o resposnável pela quitação da dívida através de doação ao DEM, que hoje se chama União Brasil.
"Tem-se, assim, que são esses os créditos mais evidentes da sociedade, os quais o Autor tem conhecimento até o momento, cuja certeza do adimplemento “paira no ar”, sendo esta uma das razões para a propositura destes autos".
Outro lado
Procurado pelo
, o advogado Rodrigo Cyrineu disse que a dívida em relação a 2018 já foi paga neste ano e e que ele lamenta a exposição da ação. "Eu vou até conversar com ele porque acho que não precisaria disso. Estou sabendo dessa ação por você. A dívida foi assumida pelo partido e isso é normal", explica.
Por meio de nota, o governador disse que dívida foi foi assumida e paga pelo partido Democratas (DEM), atual União Brasil, conforme prevê a legislação eleitoral, o que pode ser comprovado junto ao escritório contratado. "A demanda existente não é contra o governador Mauro Mendes e sim entre ex-sócios de um escritório que discutem valores da divisão societária, incluindo esse valor pago pelo partido", conclui a nota.
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