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DEU EM A GAZETA 05.01.2026 | 06h49

Em ano eleitoral, marqueteiros idealizam campanhas em tempos de redes sociais

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MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL

MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL

Ano eleitoral com disputa presidencial, duas vagas ao Senado, além da possibilidade de se ter pela primeira vez uma eleição ao governo em dois turnos Mato Grosso, partidos, políticos e lideranças já estão na busca do marketing político para as devidas orientações, planejamento e estratégias para alcançar a tão sonha vitória nas urnas.

 

A Gazeta conversou com os três principais marqueteiros das últimas eleições no Estado para ouvir as dicas que os profissionais dão aos pré-candidatos na construção de uma marca política autêntica, com bandeiras de campanha, e uma rede social atuante para mobilização da base de apoiadores.

 

Para os jornalistas e marqueteiros Kleber Lima, Humberto Frederico e Antero Paes de Barros, é preciso planejar desde agora a pré-campanha e campanha, além de focar em uma proposta política e eleitoral mais coesa, menos superficial e que engaje os eleitores.

 

Planejamento e leitura política

Segundo Antero, campanhas políticas passaram a exigir maior antecipação, principalmente para os políticos que buscarão a reeleição. Tem que ser uma campanha permanente. Quem vislumbrar disputar uma eleição, tem que se preparar desde que decidiu concorrer. Há um erro em achar que a campanha se resume aos 45 dias oficias até o dia da votação. É um erro de marketing e de leitura política, aponta Antero.

 

Já Humberto Frederico lembra que desde 2018 as eleições têm se tornado muito mais estratégia do que campanha em si. É preciso planejar desde cedo e quanto antes. Uma pré-campanha tem que começar muito antes, porque assim já começar a estruturar o planejamento de atuação nas redes sociais, nas bandeiras políticas e o público alvo, avalia.

 

Kleber Lima destaca que os fundamentos do marketing político seguem bem posicionados, destacando que o principal desafio continua sendo a realização de um diagnóstico da conjuntura política e eleitoral, bem como buscar a captar os anseios dos eleitores, através das pesquisas.

 

Se a gente entender bem essas duas dimensões e mais a correlação de forças da política, dos partidos, para onde que o vento está soprando, aí a gente consegue criar um bom posicionamento para o candidato e para o embate eleitoral, pontua.

Lima também aponta que conteúdo e bandeiras dos candidatos devem se diferenciar dos demais, para que ele se destaque para o público.

 

Você ter um posicionamento que seja único para aquele candidato, naquele momento histórico, naquele lugar aonde ele tá disputando a eleição é o grande diferencia. Eu vejo muitas pessoas copiando, né, tendências, tentando colocar o que as campanhas do Rio, São Paulo. E aqueles posicionamentos, eles dão muito certo, porque eles fizeram essas etapas que eu citei, analisa.

 

Já Antero critica a falta de debate das bandeiras que os candidatos apresentam. Para ele, muito dos debates nas últimas campanhas ocorreram de maneira superficial, principalmente dentro das redes sociais.

 

O Feminicídio é um exemplo disso. Será um debate importantíssimo no Estado. A violência contra a mulher e a gente vê os políticos se posicionando através de post e achando que isso é o suficiente, e não é. É preciso debater de maneira mais profunda para que o eleitor saiba o que o candidato pensa e pretende fazer, defende.

 

Ele também alega que a falta debate mais profundo criou o fenômeno da fulanização da política. As pessoas votam em nomes e não mais em propostas e ideias. É preciso saber o que o candidato A pensa sobre um tema, e o que o B e C, pensam também e isso ficou de lado. Se debate mais nomes do que propostas, completa.

 

Já Humberto Frederico acredita que o debate ideológico não terá importância no pleito. Para ele, o debate de narrativas e pertencimento ganharão um maior destaque. O mais importante será construir uma comunidade forte antes de pedir o voto. Os conteúdos têm que ser de autoridade, ou seja, de uma pessoa que domina o assunto, que entende e convence as pessoas que essa é a melhor proposta,

 

Redes sociais

 

A queridinha do marketing político, as redes sociais também precisam de cuidados. Frederico explica, por exemplo, que um político e candidato, não precisa necessariamente de postagem que se torna um viral.

 

É preciso ter uma comunidade que vai engajar na campanha dele, defender ele, e empurrando ele para ter um alcance. Então não precisa ser um político viral. A postagem com conteúdo educativo e com autoridade, atinge mais os eleitores do que os virais. Porque isso aumenta a confiança e transforma em voto, diz.

 

Então o político tem que entender isso. Post viral atrai mais curiosos do que eleitores. Então é saber dosar isso. Porque vocês constroem uma comunidade na rede sociais, através das consequências de sua atuação fora dela, completa.

 

Antero também aponta que as redes sociais precisam de braços para engajamento, e por isso as campanhas presenciais, como reuniões, passeatas e presença nas ruas para conversar com o eleitores ainda são importantes.

 

Não adianta nada você ter uma rede social espetacular e não ter os braços para amplificá-la e engajar. Porque ainda é preciso ter os contatos nos municípios, bairros, para se reunir, conversa no olho no olho, para fidelizar esse eleitor, lembra.

 

Kleber Lima lembra que cliques nas redes sociais não são votos garantidos, e que é preciso ter um engajamento nas redes sociais, principalmente por meio da militância do seu grupo político. E engajamento você não consegue assim da noite pro dia, só com uma sacadinha, fazendo um videozinho viral com a melancia na cabeça. Você precisa ter militância. Então tem que investir na criação de militância e para isso, você precisa ter pautas mais substanciais, pontua.

 

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