AL VOTA SEMANA QUE VEM 06.01.2026 | 09h11

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve votar o percentual da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores estaduais na próxima semana, e o tema já mobiliza deputados, que prometem intensificar a pressão sobre o governo para garantir não apenas o reajuste referente à inflação do período, mas também a recomposição das perdas acumuladas nos últimos anos.
O debate ganhou força diante da defasagem estimada em cerca de 19,58% nos salários do funcionalismo público estadual. A porcentagem alta surgiu após estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizado a pedido da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (Feesp), decorrente das perdas salariais nos últimos cinco anos. O prejuízo vem da falta de recomposição inflacionária nos últimos anos e atinge cerca de 53 mil servidores públicos.
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Em entrevista ao
, os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Wilson Santos (PSD) avaliam que, embora o pagamento integral desse passivo seja inviável de forma imediata, é possível construir uma saída gradual, com parcelas anuais de recomposição.
Lúdio Cabral afirmou que tentou antecipar a discussão ainda durante a tramitação do orçamento do Estado, mas não obteve êxito. Segundo ele, durante a votação, apresentou uma proposta que previa o uso de parte do excesso de arrecadação para reduzir o passivo acumulado.
“Quanto ao RGA desse ano, ainda na votação do orçamento do Estado, tentei aprovar uma emenda para que a gente pudesse, com uma parte do excesso de arrecadação, utilizar R$ 1,6 bilhão e recompor 4,92% do RGA atrasado, que dá 19,58%. A ideia era que, com essa parcela, pagássemos parte do RGA atrasado, mas não foi aprovado”, explicou à reportagem.
Apesar disso, Lúdio reforçou que a Assembleia pretende avançar no debate assim que o projeto do Executivo chegar ao Parlamento. Ele destacou que a intenção é assegurar, no mínimo, a reposição integral da inflação oficial.
“Na votação da RGA, queremos garantir o IPCA integral e uma parcela de recomposição também. Mas precisamos aguardar o projeto de lei chegar, com o índice oficial da inflação, para fazer o debate na Assembleia”, completou.
Já o deputado Wilson Santos (PSD) foi enfático ao classificar que a RGA possui passivo acumulado e terá de ser reconhecido, inclusive, pelo Judiciário, caso não haja acordo político.
“Nós entendemos que é um direito líquido e certo do servidor, amparado na Constituição da República. Este governo ou os próximos, mais cedo ou mais tarde, vão ter que sentar com os servidores e suas representações para construir uma solução para esse pagamento”, afirmou.
Wilson Santos defendeu que a recomposição seja feita de forma escalonada, dentro da capacidade financeira do Estado, ressaltando que há disposição dos servidores para aceitar o parcelamento.
“Pode ser paga anualmente a RGA, mais um, dois, três, quatro ou cinco por cento. No outro ano, repete essa fórmula até quitar. Esse é um direito do servidor, que mais dia, menos dia, será reconhecido até pelo Poder Judiciário”, disse.
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tata - 06/01/2026
É UMA PERCA MUITO GRANDE PARA OS FUNCIONÁRIOS, ENQUENTO ISSO A FARRA DOS CONSIGNADOS CONTINUA, TEM 20 ANOS OS FUNCIONÁRIOS SEM AUMENTO DE SALÁRIO, AÍ FICA NESSE IMPASSE DE REAJUSTE QUE MAL DÁ PRA SUPRIR NECESSIDADE. ENQUANTO A FARRA DO BOI SEGUE FIRME
toni - 06/01/2026
Eu vejo essa situação do RGA atrasado como um pode expiatório. Estão usando essa situação para ganhar pauta política, mas na verdade esses deputados não querem que pague esses atrasados. Essa pauta na mesa funciona como o VLT, Como o BRT, como o Hospital central paralisado, como tantas outras pautas que políticos não querem resolver para continuar recebendo os louros. O Mauro Mente conseguiu 02 mandatos em cima do VLT, ficou 8 anos no Poder e não cumpriu e vai deixar ai como pauta para eleger mais uma vez o seu sucessor. Até onde esse povo burro continua acreditando nesses políticos
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