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PARA 'DERROTAR LULA' 24.03.2026 | 08h29

Em Cuiabá, presidente do Novo crava Zema à Presidência; 'caminho sem volta'

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Fred Moraes e Aparecido Carmo

redacao@gazetadigital.com.br

Assessoria

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Durante passagem por Cuiabá, na noite desta segunda-feira (23), cumprindo agendas partidárias, o presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República é “um caminho sem volta” e não sofrerá recuo. A fala ocorre diante da desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), ao cargo, diminuindo o número de nomes aptos pela direita a disputar a presidência. 

 

Conforme o presidente, existem muitas possibilidades em torno do nome de Zema, no entanto, o caminho para disputar a presidência tem um cenário mais favorável. Além disso, o presidente descartou qualquer  possibilidade do governador de Minas ser o vice de Flávio Bolsonaro (PL), como era ventilado na mídia. 

 

"A candidatura do Zema, é um caminho sem volta. O Zema, muito embora se sinta lisonjeado, e tem falado que se sente lisonjeado por ser votado como vice do Flávio, mas a verdade é que nunca recebemos nenhum convite oficial para isso", explicou.   

 

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Para o dirigente, Zema representa a oportunidade de levar o modelo de gestão do Novo para todo o país, ressaltando o histórico eleitoral do governador mineiro, eleito em 2018 e reeleito em 2022 como um “outsider que deu certo”.

 

"Nós tivemos um governador eleito em 2018 contra tudo e contra todos. Reeleito em 2022. Um cara que veio de fora, a gente brinca que é o outsider que deu certo. E agora é nosso pré-candidato à presidência da República para levar esse legado e mostrar para o restante do Brasil como é uma gestão do Novo. Nós temos uma eleição que vai ser decidida na vírgula", emendou.

 

O dirigente defendeu que o Novo mantenha candidatura própria em 2026, como forma de apresentar suas propostas ao eleitorado. Ele citou como exemplo o processo eleitoral recente no Chile, onde, segundo ele, a fragmentação de candidaturas de direita não impediu a união no segundo turno.

 

“Partido tem que ter candidato. É assim que mostramos nossas ideias para a população. As demais candidaturas também são legítimas, e tenho certeza que veem Zema da mesma forma. Quanto mais candidatos, mais votos conseguimos capturar dentro desse campo. No segundo turno, todos se unem. Não vejo concorrentes, vejo todos na mesma trincheira, com um adversário em comum”, concluiu, ao se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores.

 

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