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briga por contratos 21.01.2026 | 11h45

Empresa de médico assassino presta serviços ao governo

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Reprodução

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O médico Carlos Alberto Azevedo Filho, que está preso após assassinar dois médicos em Barueri (SP) por disputas de licitações na área da saúde, possui contratos que ultrapassam mais de R$ 15 milhões com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Carlos Alberto é ‘CEO’ da Cirmed Serviços Médicos Ltda e recentemente assinou um contrato de R$ 5.420 milhões para a prestação de serviços na área de Nefrologia, segundo documento publicado no último dia 7 de janeiro.

 

A Cirmed também possui contratos com Hospital Regional de Rondonópolis no valor de R$ 4.259 milhões para prestação de serviços em medicina intensiva adulto, com prazo de validade até outubro deste ano. Não se sabe ainda se nesses pregões eletrônicos que a firma de Carlos Alberto saiu vitoriosa, as empresas dos médicos assassinados por ele, Luís Roberto Pellegrini Gomes e Vinicius dos Santos Oliveira, também disputaram os contratos.

 

O delegado responsável pelas investigações, Andreas Schiffmann, afirmou em entrevistas que Carlos e Luís Roberto eram donos de empresas do setor de gestão hospitalar e já vinham se desentendendo havia algum tempo por causa de contratos de licitação. Vinicius era funcionário de Luís. O delegado ainda afirmou que parentes das vítimas disseram em depoimentos que a relação entre eles era marcada por atritos.

 

‘Os familiares relataram que já havia essa rixa e ameaças de ambas as partes. E eles se encontraram naquele restaurante e os ânimos se excederam’, disse. A Cirmed Serviços Médicos Ltda também tem contrato para prestação de serviços com o Hospital Regional de Sorriso, Hospital Adauto Botelho, Hospital Estadual Santa Casa, Hospital Regional de Alta Floresta, Hospital Regional de Coíider e Hospital Regional de Sinop.

 

Outro lado

Após o crime, a Cirmed afirmou que tomou conhecimento do fato ‘envolvendo, em âmbito pessoal, um de seus sócios’ e destacou que o caso diz a ‘fatos pessoais e isolados’ de Carlos Alberto, que ‘não se confunde com suas atividades institucionais, assistenciais, operações, contratos ou rotinas internas’. A companhia ressaltou, ainda, que não haverá prejuízo à continuidade dos serviços e das obrigações contratuais, leis e regulamentações aplicáveis.

 

O crime ocorreu na sexta-feira (16) e começou após o autor e as vítimas se cumprimentarem e se sentarem na mesma mesa do estabelecimento. Após um aperto de mão, Carlos começou a agredir Luís Roberto. Nesse momento, o outro médico levantou e passou a trocar socos com o homem.

 

Nas imagens divulgadas mostram que a briga foi para o lado de fora, momento em que Carlos Alberto saca uma arma e dispara contra os outros dois.

 

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