Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 17/03/2026

Política de MT - A | + A

esgoto direto no rio 17.03.2026 | 15h01

'Investimento do Estado é ridículo', dispara deputado Wilson

Facebook Print google plus
Jessica Bachega e Ana Frutuoso

redacao@gazetadigital

Divulgação

Divulgação

“[O investimento] é ridículo, pífio. Uma situação gravíssima que precisa ser resolvida. O Estado simplesmente abriu mão de qualquer iniciativa. A participação do governo hoje em investimentos e saneamento básico é praticamente zero”, declarou o deputado Wilson Santos, em entrevista nesta terça-feira (17).

 

O parlamentar realizou um monitoramento nos rios dos principais centros de Mato Grosso e constatou que, na maioria deles, os detritos urbanos são despejados sem qualquer tipo de tratamento. Durante as diligências, o deputado destacou a presença de grandes quantidades de lixo nas margens, além do esgoto doméstico e industrial. Segundo ele, o aporte estatal para mudar esse cenário é insuficiente.

 

Leia também - Vítima depõe em Comissão e pede CPI para investigar ex-secretário

 

Questionado sobre as providências a serem adotadas, Wilson Santos afirmou que irá cobrar formalmente mais recursos para o setor. “Quando a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) chegar, ao final de maio, vamos apresentar uma emenda para que o Estado assuma responsabilidades com o saneamento ambiental, especialmente na Bacia do Alto Paraguai, onde se concentram as maiores cidades e populações do Estado”, afirmou.

 

Segundo o deputado, cidades como Cuiabá possuem rede de tratamento, mas muitos imóveis — principalmente indústrias — não conectam seu encanamento à rede coletora.

 

“Em Cuiabá, houve a concessão do serviço e a empresa já implantou mais de 90% da rede coletora, mas não chegamos a 30% de esgoto tratado. Famílias, comércios e indústrias não têm feito a ligação à rede. Isso acaba desaguando nos rios Cuiabá e Coxipó, além de mais de 20 córregos da cidade”, informou. Para o político, a situação é ainda mais crítica no interior: “Se Cuiabá não tem 30% de esgoto tratado, Várzea Grande possivelmente não chega a 10%”, frisou.

 

Lei da Pesca e impacto ambiental
Além do dano ambiental, o parlamentar consultou comunidades ribeirinhas sobre o auxílio-defeso e o impacto da Lei da Pesca. Em vigor desde janeiro de 2024, a legislação proíbe a captura de peixes para fins comerciais por cinco anos, sob a justificativa estadual de favorecer o repovoamento dos rios.

 

Contudo, a lei é contestada pelo parlamentar desde a sua concepção. O tema também é alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda sem sentença definitiva, que questiona os prejuízos causados aos pescadores que dependem exclusivamente da atividade para o sustento.

 

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

O posicionamento político de uma empresa ou figura pública influencia na sua decisão de consumo?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Terça-feira, 17/03/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.