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'PREJUÍZO ELEITORAL' 06.02.2026 | 11h00

Fagundes diz que restrições a Bolsonaro prejudicam articulação do PL e pede flexibilização na PGR

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) levou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido formal para reavaliação das restrições de comunicação impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha e o presidente nacional de seu partido, Valdemar Costa Neto. A solicitação foi apresentada diretamente ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em reunião realizada no último dia 5 de fevereiro, em Brasília.


As restrições atualmente em vigor decorrem de investigações que apuram possíveis crimes contra o Estado Democrático de Direito e, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), visam preservar o andamento dos processos e evitar interferências nas apurações.

Leia também - ALMT oficializa criação de CPI para investigar fraudes na Secretaria de Saúde


No pedido, Fagundes pontou a dificuldade que filiados do PL possuem para conversarem com o ex-mandatário para as articulações presidenciáveis. Como exemplo, o senador citou a comunicação entre Valdemar Costa Neto, com Bolsonaro. Embora não exista uma medida cautelar geral e permanente que proíba o contato entre os dois dirigentes, em outubro do ano passado o ministro Alexandre de Moraes indeferiu pedido específico para que Valdemar Costa Neto pudesse visitar Bolsonaro, mantendo restrições entre pessoas investigadas no mesmo contexto processual.


No documento apresentado à PGR, Wellington Fagundes argumenta que a manutenção das limitações pode comprometer a autonomia partidária e gerar desequilíbrio político às vésperas das eleições de 2026, ao restringir a capacidade de articulação interna do partido.


“Essa audiência é extremamente importante. Estamos em ano eleitoral e falamos do maior partido do Brasil. A impossibilidade de diálogo entre o presidente do partido e o maior líder político da direita cria instabilidade e dificulta a organização política em vários estados. Além disso, já temos o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, o que reforça ainda mais a necessidade de articulação interna e alinhamento político”, afirmou o senador.


Fagundes ressaltou que a ausência de comunicação direta prejudica a construção de consensos dentro da legenda. “Independentemente da situação jurídica, o presidente Bolsonaro é uma liderança política nacional e cabo eleitoral relevante. Sem essa interlocução, quem está na ponta acaba sem a palavra final do líder, o que gera ruídos e pode trazer consequências para o planejamento eleitoral”, disse.


O advogado Marcelo Bessa afirmou que Gonet ouviu atentamente os argumentos apresentados e indicou que fará a análise do caso. “Estamos falando do presidente do maior partido da direita do país e de uma liderança política nacional relevante. Essa ausência de


Antes da ida à PGR, em janeiro, no dia 27, Wellington Fagundes esteve no STF, onde se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, representando Valdemar Costa Neto. Na ocasião, o senador apresentou preocupações relacionadas à situação pessoal e de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta problemas recorrentes no sistema digestivo.


“O ministro Gilmar Mendes ouviu com bastante atenção a necessidade de Bolsonaro voltar para casa. Saí confiante do STF”, declarou o parlamentar após o encontro.


Com base nessa agenda, Fagundes encaminhou ofício ao procurador-geral Paulo Gonet solicitando a reavaliação das restrições impostas ao ex-presidente, defendendo que aspectos humanitários e institucionais sejam considerados nas decisões judiciais em curso. 

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Comentários

Bóde - 06/02/2026

Senador o seu ex-mandatário está no xilindró, acorde homi. Preso não tem que tá metendo dedo na política. Ele perdeu os direitos cíveis até cumprir a pena de 27 anos.

Luis Carlos do Espírito santo - 06/02/2026

O senador de meia tigela ele está preso não está andando de jet ski

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