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Cuiabá, Sexta-feira 07/08/2026

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APÓS SER RETIRADO DA CHAPA 07.08.2026 | 11h24

'Falta de respeito pessoal e político', dispara Maluf sobre Wellington e o PL

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Yuri Ramires e Fred Moraes

redacao@gazetadigital

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

O empresário Marcelo Maluf (Novo) reagiu nesta sexta-feira (7) à decisão do Partido Liberal (PL) de retirá-lo da disputa pela vice-governadoria na chapa com Wellington Fagundes. Em nota, Maluf criticou a forma como a mudança foi conduzida e afirmou que compromissos políticos assumidos foram desconsiderados. Além disso, apontou que "quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor". 

 

A manifestação ocorre após o revelar que o PL retirou Maluf da chapa majoritária e indicou o empresário Alencar Farina, também filiado ao partido, para ocupar a vaga de vice de Wellington. A alteração foi aprovada por unanimidade durante a convenção do PL e, segundo a apuração, ocorreu sem uma conversa prévia com o Novo. Wellington, Maluf e dirigentes das duas siglas se reuniram na manhã desta sexta-feira para tratar da decisão.

 

Maluf havia sido oficializado como candidato a vice-governador na noite de quarta-feira (5), durante a convenção do Novo. Na ocasião, ele afirmou que a aliança com PL e MDB havia sido construída após discussões internas e que a expectativa era de uma “chapa vitoriosa”.

 

Na nota divulgada nesta sexta, o empresário afirmou que aceitou o convite para compor a chapa, acreditando que a decisão havia sido construída de forma formal e definitiva, inclusive com a realização da convenção partidária.

 

'Não consegue honrar compromissos'

 

“Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios”, afirmou o empresário. 

 

Maluf disse que sua indicação não foi resultado de uma conversa informal, mas de uma decisão política que envolveu os partidos e mobilizou pessoas e estratégias para a campanha.

 

“A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção”, declarou.

 

Segundo ele, após a definição, compromissos foram assumidos e a campanha começou a ser estruturada. O empresário afirmou que agiu de boa-fé ao acreditar na palavra de Wellington e na seriedade do projeto. “Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso”, disse.

 

Maluf afirmou ainda que foi comunicado pelo próprio senador de que outro nome seria colocado na vaga de vice. Para ele, a questão ultrapassa a mudança de um nome na composição eleitoral. “Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida”, afirmou.

 

O empresário também criticou a postura adotada pelo grupo e disse que quem pretende governar Mato Grosso precisa demonstrar capacidade de cumprir acordos. “Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado”, declarou.

 

Maluf classificou o episódio como uma falta de respeito pessoal e política e afirmou que não pretende tratar a situação como algo normal. “O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados”, afirmou.

 

 

Ao final da nota, Maluf afirmou que deixa o episódio com a consciência tranquila e atribuiu aos responsáveis pela mudança a obrigação de explicar a decisão ao eleitorado. “Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las”, concluiu.

 

Fagundes, nem mesmo o PL, se manifestaram sobre a troca. Reportagem do procurou o presidente da sigla, mas as ligações não foram atendidas. 

 

Leia a nota na íntegra:

"NOTA À IMPRENSA

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios - o que só contribui para apodrecer a boa política.

 

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

 

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

 

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

 

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

 

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

 

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento. 

 

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

 

Marcelo Maluf".

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