início turbulento 20.07.2026 | 18h36

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João Vieira
O senador Carlos Fávaro (PSD), que é pré-candidato à reeleição, negou as acusações de que teria mantido uma funcionária em regime análogo à escravidão. Em coletiva de imprensa, o parlamentar disse que não é o responsável pela contratação e sequer deveria ser parte do processo judicial. A fala é desta segunda-feira (20).
“O que deixou a gente mais estarrecido é que, primeiro, eu não faço parte da lide. Eu não devo fazer parte da lide, porque eu não contratei. Segundo, quem contratou o instituto de pesquisa foi o PSD, que contratou os pesquisadores, portanto não tem nem que vincular o meu nome”, afirmou aos jornalistas.
A acusação consta em processo judicial. A autora do processo diz que foi contratada para atuar com entrevistas eleitorais em Cuiabá, mas que, durante o período, as condições de trabalho foram alteradas e ela chegou a ficar sem acesso à água potável.
Fávaro questionou a denúncia e disse que adotou as medidas judiciais cabíveis para ser removido do processo e para que os veículos de comunicação que noticiaram o caso sejam obrigados a dar direito de resposta com o mesmo destaque da primeira notícia.
“Nós tomamos algumas providências. A primeira é junto ao Tribunal Regional Eleitoral, que tome providências diante dos documentos, pedindo que a retratação seja feita na mesma manchete em que foi feita a matéria, o mesmo veículo, que dê a verdadeira resposta de que eu não faço parte, não devo fazer parte da lide. E a segunda, importante também, é que nós queremos que investigue o trabalho da contratada pelo PSD, mas que não se vincule isso à minha pessoa”, afirmou o senador.
“E foi bastante estranho que, de forma muito respeitosa, eu deva falar isso para vocês: parece que o redator foi o mesmo para todos os veículos ou praticamente para todos. Sem que ninguém, diante de uma denúncia tão grave, porque isso é muito grave, tivesse a precaução devida de ouvir a parte”, acrescentou.
Fávaro disse esperar que a campanha não seja suja, mas está insatisfeito com o que vem sendo feito contra ele na pré-campanha e assegurou que a sua resposta será à altura.
“Tomara que não, tomara que não. Mas eu não gostei do início da pré-campanha. Muito preocupante, muito grave. Mas as respostas serão à altura. Não admitirei nenhum tipo de campanha que venha a manchar uma história de vida. De jeito nenhum”, finalizou.
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