DEU EM A GAZETA 13.01.2026 | 06h41

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
João Vieira
Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FEESP-MT) ameaça liderar uma greve geral dos servidores públicos, caso o governo Mauro Mendes (União) não abra a negociação para discutir o passivo acumulado de 19,52% da Revisão Geral Anual(RGA). A pressão ocorre à véspera da sessão extraordinária convocada pela Assembleia Legislativa para votar o projeto de lei do Poder Executivo que prevê 4,26% de reajuste para os servidores.
A sessão do Legislativo está marcada para quarta-feira (14) às 10h. Nesta terça-feira (13), a Federação e sindicatos que representam os servidores de Mato Grosso vão detalhar as medidas que serão adotadas, caso o governo não abra um canal de negociação com as entidades para aumentar o percentual da RGA proposta para a categoria.
Estamos lutando pelo que é nosso direito. Precisamos do reconhecimento por parte do governo de que o estado não funciona sem o servidor público e em meio a este superendividamento por parte dos consignados, precisamos desse recurso para equilibrar nossas finanças. Estão na hora do governo abrir a mesa de negociação com as lideranças sindicais, cobra Carmem Machado, presidente da FEESP-MT.
A líder também convoca todos os servidores para lotarem as galerias da Assembleia Legislativa durante a votação, como forma também de pressionar os deputados estaduais. Além desta ameaça de paralisação, o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat) tem indicativo de greve para a partir do dia 21 próximo. A entidade culpa o governador Mauro Mendes que vetou o aumento de 6,8% para os funcionários do Tribunal de Justiça.
A proposta de aumento salarial partiu do Tribunal de Justiça, Após meses de discussão, a Assembleia Legislativa aprovou, o governador vetou e em seguida, o Poder Legislativo manteve o veto.
Em recesso, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) fez a convocação dos deputados para a votação da RGA. No sábado falei com o secretário Rogério Gallo e ele disse que está programado para nos enviar com índice de 4,26%, então vou defender e pedir que aprovem o que o governo está mandando, que é a inflação do IPCA. Eu vejo dificuldade de passar outro índice. Eu considero um valor justo, disse ao jornal A Gazeta o líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União).
A correção de 19,52%, segundo Dal Bosco, é incompatível com a realidade orçamentária.
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