Operação Heritage 10.08.2026 | 17h57

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Ascom/Lucas do Rio Verde
Após a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, na última quinta-feira (6), o Grupo Piccini emitiu uma nota dizendo que Hilário Renato e Joci Piccini não têm relação com os fundos de investimento apontados pela investigação policial como sendo instrumentos para desvio de recursos públicos. A nota foi enviada para a imprensa nesta segunda-feira (10).
“Sobre as investigações, os esclarecimentos necessários serão apresentados no decorrer do processo legal, pelos meios adequados, com transparência e respeito às autoridades responsáveis. O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações”, diz trecho da nota.
Na decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), as empresas do grupo são citadas como “responsáveis pelo aporte inicial de recursos destinados à aquisição dos direitos creditórios relacionados à operação sob investigação”, no caso, o acordo entre o governo do estado e a empresa de telefonia Oi.
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Joci Piccini (União) é vice-prefeito de Lucas do Rio Verde e empresário no setor de máquinas agrícolas, agroindústria e produção de soja, milho e algodão. Ele também é o responsável pela organização do Show Safra, uma das maiores feiras de agronegócio do Brasil. Também é citado na decisão o irmão de Joci, Hilário Renato Piccini, morto em maio passado, aos 75 anos.
O Grupo Piccini é formado por empresas como Amazônia Máquinas, Dona Iracema Participações, Araguaia Agrícola e Parecis Bioenergia, que seria uma sociedade com a família do ex-governador Mauro Mendes (União).
Na nota, a empresa diz acompanhar o caso “com responsabilidade”, mas ponderou que os fatos em investigação “não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo”.
O posicionamento prossegue dizendo que a investigação não alcança todas as empresas do grupo, que possuem estruturas, operações e responsabilidades autônomas. Além disso, destacou que todas as atividades dessas empresas seguem normalmente.
“A companhia adotará todas as medidas ao seu alcance para contribuir com a celeridade das apurações e para que os fatos sejam plenamente esclarecidos o mais breve possível. O Grupo Piccini segue dedicado às suas atividades, mantendo a responsabilidade e os compromissos que pautam sua atuação há mais de 40 anos, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro”, conclui o posicionamento.
Entenda o caso
A conclusão da investigação policial foi na época em que Mendes ainda era o governador de Mato Grosso, o que fez o processo “subir” para o STF, já que naquela época, ele tinha foro privilegiado pelo cargo que ocupava. A conclusão da Polícia Federal é que existia uma suposta organização criminosa que praticava crimes contra o sistema financeiro nacional, peculato, lavam de dinheiro e insider trading, que é o uso de informações privilegiadas para obtenção de lucro no mercado de investimentos. Tudo isso por meio de um pagamento de precatórios na ordem de R$ 308 milhões para a empresa de telefonia Oi S. A.
Esses fundos de investimentos seriam ligados a diferentes núcleos da suposta organização. O primeiro fundo, chamado Royal Capital FIDC, cujos recursos passaram pela Zurich FIM até chegar na London FIP. Esta última comprou participações acionárias na empresa Parecis Bioenergia, que pertence a um fundo controlado pela família Mendes. Conforme a PF, isso teria permitido que os supostos recursos públicos desviados fossem incorporados ao patrimônio da família, fingindo uma transação acionária corriqueira.
O segundo fundo, chamado de Lotte Word FIDC, seria ligado a Fábio Garcia e a Mauro Carvalho. A investigação identificou uma dinâmica similar: foram criadas diversas camadas de fundos que investiam um no outro sem razão aparente, senão tentar ocultar as transações. No final das contas, o dinheiro supostamente desviado dos cofres públicos era convertido em investimentos privados de baixa liquidez, que é quando o investidor não consegue sacar o dinheiro antes do prazo. Esses fundos seriam ligados às empresas Parecis Bioenergia e Hotéis Global S. A.
Leia na íntegra o posicionamento do Grupo Piccini
NOTA À IMPRENSA
O Grupo Piccini acompanha com responsabilidade os desdobramentos da Operação Heritage e esclarece que os fatos objeto da investigação não dizem respeito às operações das empresas, à produção, às relações comerciais ou ao cumprimento dos contratos mantidos pelo Grupo.
O Grupo ressalta ainda que a investigação não alcança indistintamente todas as empresas e atividades ligadas à família Piccini, que possuem estruturas, operações e responsabilidades próprias.
Todas as atividades empresariais seguem normalmente, assim como os compromissos assumidos com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.
Sobre as investigações, os esclarecimentos necessários serão apresentados no decorrer do processo legal, pelos meios adequados, com transparência e respeito às autoridades responsáveis. O Grupo esclarece, ainda, que nenhuma das pessoas físicas ou jurídicas vinculadas às empresas possui participação nos fundos citados nas investigações.
A companhia adotará todas as medidas ao seu alcance para contribuir com a celeridade das apurações e para que os fatos sejam plenamente esclarecidos o mais breve possível. O Grupo Piccini segue dedicado às suas atividades, mantendo a responsabilidade e os compromissos que pautam sua atuação há mais de 40 anos, contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
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