DEU EM A GAZETA 01.01.2023 | 07h46

redacao@gazetadigital.com.br
Marcus Vaillant
O interventor da saúde pública de Cuiabá, Hugo Fellipe Martins de Lima, pediu a prisão dos donos e administradores da empresa Family Medicina e Saúde Ltda, após a mesma pedir o cancelamento dos contratos e termos aditivos com a secretaria municipal de Saúde e a Empresa Cuiabá de Saúde Pública (ECSP).
Leia também - Perri determina que empresa restabeleça serviços em até 2h
A decisão do pedido de prisão ocorreu após Hugo Lima ter recebido por e-mail o ofício que a empresa havia encaminhado para a prefeitura no mesmo dia em que foi decretada a intervenção pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri.
No documento assinado por Milton Corrêa da Costa, que é ex-secretário adjunto de Saúde da prefeitura de Cuiabá, a empresa diz que ‘declina’ dos contratos, e ainda afirma que os serviços na Policlínica do Verdão seriam mantidos até a última sexta-feira (30). ‘Caso seja de interesse da secretaria municipal de Saúde, podemos manter os serviços apenas nas policlínicas, conforme os pagamentos vem sendo realizados de forma indenizatória’, diz trecho do ofício.
Em diário oficial extraordinário do dia 30, o interventor publicou uma notificação para a empresa para que ela cumpra em sua integralidade, todos os contratos firmados com Cuiabá, ‘sob pena de responsabilização cível, criminal e administrativa’.
O pedido de prisão foi protocolado no ontem (31) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e até o fechamento desta edição não havia saído a decisão.
A Family Medicina e Saúde Ltda, já vem sendo investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) desde setembro após um contrato de R$ 5,1 milhões.
Milton Corrêa já é investigado em várias operações policiais, como a Overpriced que apura compras irregulares de medicamentos e insumos durante a pandemia da Covid-19, onde teve os bens bloqueados pela Justiça.
Ele também é investigado na Operação Capistrum, que chegou a afastar o prefeito por quase 40 dias em 2021.
Segundo o MPE, Milton Neto também está “ligado ao esquema de contratações temporárias e pagamento de Prêmio Saúde irregulares na Secretaria de Saúde de Cuiabá, conforme conversas de WhatsApp, localizadas em aparelhos celulares de Emanuel Pinheiro e Márcia Pinheiro, apreendidos na Operação Capistrum”.
Leia mais notícias sobre Política de MT na edição do Jornal A Gazeta
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.