'SOUBE PELA IMPRENSA' 16.03.2026 | 08h23

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) negou qualquer participação nas articulações que teriam levado à saída do produtor rural Antônio Galvan do Democracia Cristã (DC) em Mato Grosso. Segundo a parlamentar, ela tomou conhecimento do episódio apenas pela imprensa e nunca foi procurada para tratar do assunto.
“Nunca, nunca. [O Democracia Cristã] Nunca entraram em contato comigo, nunca falaram comigo. Soube disso pela imprensa. Nem com ele [Antônio Galvan], nem com ninguém próximo a ele”, afirmou.
Janaina afirmou que sequer iniciou discussões sobre a formação da chapa ao Senado, incluindo a definição de suplentes. Segundo ela, esse debate deverá ocorrer apenas após o período da chamada janela partidária, iniciada em 5 de março, quando os partidos começam a consolidar as coligações.
Leia também - Margareth admite que articulou reunião para evitar depoimento de Taques em CPI
“Essa discussão precisa ser feita entre os partidos. Vamos aguardar agora o prazo da janela, que termina no dia 3 de abril, para começar a tratar das coligações. Pode acontecer de algum partido exigir ou querer discutir uma das suplências”, explicou.
A parlamentar ainda disse que, neste momento, não pretende excluir nenhum partido das possíveis alianças para a disputa eleitoral de 2026. De acordo com ela, o cenário ainda está aberto e só deve ganhar contornos mais definidos até o período das convenções partidárias.
“Vai depender muito do arco de alianças. Eu não quero trabalhar excluindo ninguém. Todas as possibilidades ainda estão na mesa até o mês de julho, quando devem ocorrer as convenções. Até lá, podemos ter diversos partidos caminhando com o MDB”, declarou.
Principal articulador das chapas do DC em Mato Grosso, Galvan oficializou ainda em fevereiro sua saída da sigla após decisão do diretório nacional que, segundo ele, inviabilizou sua pré-candidatura ao Senado.
De acordo com Galvan, o presidente nacional do partido, João Caldas, teria informado que a única possibilidade para ele permanecer no DC seria disputar uma vaga de deputado federal ou aceitar ser primeiro suplente na chapa ao Senado encabeçada por Janaina Riva.
A proposta teria sido comunicada à esposa do produtor rural, Paula Boaventura, que presidia o partido no Estado. O grupo político, porém, rejeitou a condição.
“Ele falou para minha esposa que só tinha uma condição para a gente ficar com o partido: ou eu sairia candidato a deputado federal ou aceitaria ser primeiro suplente da Janaína. Essa posição nós não aceitamos”, declarou.
Galvan afirmou ainda que pretende manter o projeto de disputar o Senado e que sua candidatura tem como foco representar o campo da direita, defendendo pautas como anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos bastidores, ele também avalia um possível novo destino partidário, com conversas em andamento com o Partido Renovação Democrática (PRD), o que pode redesenhar o cenário da disputa ao Senado em Mato Grosso.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.