‘SÃO OITO ANOS DE FRACASSO’ 15.07.2026 | 15h37

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Fred Moraes/Gazeta Digital
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) rebateu, nesta quarta-feira (15), as recentes declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), classificando-as como uma tentativa de desviar o foco do atraso crônico e das suspeitas de superfaturamento nas obras do Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá e Várzea Grande. O embate político ganhou força após o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, abandonar uma audiência pública na Assembleia Legislativa na última segunda-feira (13), alegando problemas de saúde.
O episódio foi justificado por Pivetta como uma reação emocional para não expor esquemas do antigo VLT que teriam beneficiado campanhas do petista no passado. Já Lúdio rejeitou as acusações e afirmou que não pretende se desgastar com provocações políticas.
“Bom, eu não vou cair nessa armadilha. O que nós precisamos é debater o problema da obra atrasada do BRT, que está sacrificando a população”, declarou o parlamentar, ao fazer críticas à postura do governador em exercício.
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“O Pivetta está cada dia mais parecido com o Abílio. É o mesmo tipo de comportamento de desviar a atenção para a incompetência dele como governador em relação ao BRT. É inaceitável. O Mauro Mendes foi eleito em 2018 com o compromisso de resolver esse problema. Em 2020, ele anunciou a mudança do modal e disse que, até dezembro de 2022, o BRT estaria pronto, entregue, operando para a população de Mato Grosso. As obras só começaram em 2023. Já tem meio bilhão de recursos contratados apenas para o trecho 1”, alfinetou.
A principal denúncia se baseia no aumento de custos para a construção das estações de embarque do BRT. Segundo Lúdio, o edital original estimava um custo de R$ 68 milhões para 77 estações, mas, apenas dois meses depois, sob regime de dispensa de licitação, o valor saltou para R$ 120 milhões para o mesmo projeto. O deputado criticou as justificativas apresentadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), que atribuiu o reajuste a detalhes como a espessura de vidros e modelos de ar-condicionado, e questionou a falta de transparência no processo de contratação.
“Até então, o que eu pretendia eram esclarecimentos. Por que o fracionamento com dispensa de licitação? Qual é a emergência? Qual o fato que caracteriza a emergência para dispensa de licitação? A legislação é clara: a dispensa de licitação por emergência prevê que, em até um ano da ocorrência da emergência, aquela obra terá que estar pronta, executada”, argumentou, questionando ainda o motivo de o Estado ter desclassificado empresas para acabar contratando “a mesma empresa para realizar as obras dos três lotes”.
“Cada estação vai custar R$ 1,5 milhão, no mínimo. Um ponto de ônibus custar R$ 1,5 milhão? É isso que precisa ser respondido pelo governador Otaviano. [...] O que foi debatido na audiência, para mim, foi suficiente para revelar as insuficiências que precisam ser investigadas com profundidade. E por isso, a partir do resultado da representação externa que nós fizemos ao Tribunal de Contas, nós vamos ajuizar uma ação popular contra o governador do estado, por conta do atraso nas obras do BRT e por conta de suspeitas de superfaturamento na construção das estações”, declarou.
Além de apontar as inconsistências financeiras, o deputado apresentou um balanço detalhado sobre o andamento físico das obras do Trecho 1, ressaltando o descumprimento de prazos sucessivos assumidos pela atual gestão em pleno final de 2026.
“O próprio governador Otaviano Pivetta fez o compromisso de que, até 30 de junho, entregaria a pavimentação. Não cumpriu esse compromisso. Na audiência de segunda-feira, qual é o compromisso deles? Até novembro, concluir as estações, até dezembro, os terminais. Não vão cumprir mais uma vez. Vão terminar oito anos de mandato sem entregar o BRT. O atual governo fracassou em resolver esse problema, fracassou em realizar os direitos da população de Cuiabá e Várzea Grande. São oito anos de fracasso”, criticou.
Lúdio alertou também para o fim iminente do atual mandato e que ninguém sabe quem será o governador em 2027, sendo assim o atual governo “fracassou em resolver esse problema” em seu tempo hábil de mandato, sem contabilizar previsões de vitória.
Ainda, o parlamentar confirmou que, em vez de focar em punições regimentais contra o secretário por ter abandonado o plenário, o que poderia configurar crime de responsabilidade, ele prefere focar na raiz do problema econômico e social.
“Se eventualmente a Assembleia acionar o secretário, as atenções vão se desviar para essa questão, e não é essa a questão. Qual a razão para esse nervosismo todo do governador e do secretário? Por que eles fugiram da convocação durante três meses? Por que o secretário fica meia hora na convocação, diz que vai infartar e foge do debate? Quem não tem o que responder, foge. Quem não tem o que responder, desvia o assunto. Quem não tem o que responder, ataca”, concluiu em invertida.
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Osmar - 15/07/2026
Isso não entendo Ludio tinha tudo ser governador ou prefeito cuiaba mais mente petista dele atrapalha..cara ver chamar governo se dis por a ajudar vai atrapalha coisa ...eu ando ruas Cuiabá todos dias cada fica ruim mais vai ficar bom engraçado no tempo tinhas camaradas não fez nada mais era base aliada não via ele indo falar nada isso não entendo Ludio
1 comentários