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DEU EM A GAZETA 15.07.2026 | 06h50

Antiga ‘tropa de choque’ de Emanuel dá suporte a Abilio

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João Vieira

João Vieira

Antiga base do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, sustenta hoje o prefeito Abilio Brunini (PL) na Câmara Municipal em meio à debandada de parte dos vereadores que integravam sua base e ao desgaste provocado pela tentativa de interferência no Legislativo para viabilizar a reeleição da sua correligionária Paula Calil (PL).

 

Entre os integrantes da ‘tropa de choque’ de Emanuel e que agora estão com o atual chefe do Palácio Alencastro estão Marcrean Santos (MDB), Adevair Cabral (SD), Cezinha Nascimento (União), Sargento Joelson (Pode), Wilson Kero Kero (União), Mário Nadaf (PV) e Marcus Brito (PV). O cenário chama atenção porque o prefeito fez, ao longo dos últimos anos, críticas contundentes contra parlamentares que hoje lhe dão respaldo.

 

A crise ganhou força após Abilio excluir do grupo de WhatsApp ‘Vereadores 2025 e Prefeito’ os parlamentares considerados novatos e que até então integravam sua base, mas resistiram à proposta de alterar o regimento interno da Câmara. Foram retirados do grupo Alex Rodrigues (Pode), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Pode), Katiuscia Mantelli (Pode), Michelly Alencar (União) e, posteriormente, Dra. Mara (Pode).

 

A reação ocorreu em meio às críticas dos vereadores à iniciativa do prefeito de recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para tentar flexibilizar as regras de alteração do regimento da Casa de Leis sem dialogar com seus representantes. Em um dos seus primeiros discursos na Câmara Municipal já como prefeito, Abilio fez questão de lembrar que, dos 14 vereadores que votaram a favor de sua cassação em 2020, apenas cinco permaneceram no Legislativo - incluindo Adevair, Marcrean, Nadaf e Joelson -, que foram alvos frequentes de ataques do bolsonarista. Quando ainda era vereador de oposição à gestão Emanuel, Abilio protagonizou sucessivos embates justamente com integrantes da atual base aliada.

 

Um dos principais alvos era Adevair Cabral, a quem direcionou alguns dos ataques mais duros da política cuiabana. “Não vou negociar com ninguém, não quero nem que mudem o voto. Não converso com vagabundo, não converso com canalha”, afirmou em uma ocasião.

 

Em outro momento, elevou o tom ao declarar que Adevair e outros parlamentares eram as piores classificações de vereadores da Câmara de Cuiabá.‘Estou enfrentando corrupto, bandido, ladrão. Estou enfrentando a pior escória da política de Mato Grosso”. Outro episódio marcante envolveu Marcrean Santos. Em 2020, após ter o mandato cassado pela Câmara Municipal, Abilio atribuiu ao então aliado de Emanuel um dos votos decisivos para sua saída do cargo.

 

O hoje prefeito afirmou que Marcrean havia sinalizado, durante um evento religioso da Assembleia de Deus que não votaria pela cassação. “Sabe como é, até o diabo é crente”.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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