BANCADA DE MT 16.02.2026 | 07h04

pablo@gazetadigital.com.br
Reprodução/ Montagem GD
Se depender da bancada federal de Mato Grosso, o trabalhador continuará tendo uma escala 6x1 - aquela em que o funcionário trabalha seis dias na semana e tem apenas um dia de descanso. Isso porque pelo menos 4 dos 8 representantes disseram ser totalmente contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca por a escala.
A proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara Federal. Os membros irão analisar duas propostas que tramitam apensadas: PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Caso aprovada, segue para análise de uma comissão especial.
Na Comissão, 3 parlamentares de Mato Grosso são membros titulares: Gisela Simona (União), José Medeiros (PL) e Juarez Costa (MDB). Simona que assinou a PEC no ano passado se coloca favorável à redução a diantou que irá votar pela admissibilidade da proposta.
"Sou a favor do fim da escala 6X1, mas vou lutar por melhorias no texto apresentado, acredito que podemos melhorar para diminuir a sobrecarga do trabalhador, mas ao mesmo tempo não onerar o preço final dos produtos para o consumidor", disse.
Já Medeiros se coloca totalmente contra a proposta, afirmando que isso deverá aumentar os preços do produto ou desencadear uma redução salarial. "Isso vai arrebentar no cara que precisa mais. Eu já fui trabalhador. Isso vai diminuir empregos, ou quem produz irá repassar o aumento de gasto nos produtos", disse.
Juarez Costa não foi localizado. Porém, tem sido incluído na lista de deputados que ainda não definiu posicionamento. Já o seu correligionário, deputado Emanuelzinho (MDB) foi o primeiro a assinar a PEC, destacando que o fim da Escala 6x1 é um movimento que vem das ruas. Ele também criticou os que sempre são contra propostas que dão direito aos trabalhadores.
"Todas as vezes que se falou na história brasileira em se retirar, em se garantir uma maior qualidade no trabalho do brasileiro, se enfrenta resistência. Foi assim na redução da jornada de trabalho na Constituição de 88, de 48 para 44 horas, foi assim nas férias remuneradas, foi assim no descanso semanal remunerado, mas são questões que são importantes", pontua.
Já a ala bolsonarista da bancada mato-grossense se coloca contra o projeto. O deputado federal Nelson Barbudo (PL) já classificou a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais de aberração, e que os trabalhadores querem ficar à toa.
"A PEC é uma aberração. Não tem país no mundo que o patrão vai pagar 3 dias para o funcionário ficar à toa", disse quando a proposta surgiu.
O deputado Coronel Assis (União) adiantou que é contra a proposta, pelo jeito que ela está redigida. Segundo ele, é preciso um amplo debate técnico, ouvindo todos os setores. "Do jeito que a PEC está sendo proposta, sem a devida discussão e aprofundamento, eu não concordo. Pois precisamos ouvir os setores impactados e avaliar os efeitos econômicos e sociais da proposta", defendeu.
Rodrigo da Zaeli (PL) afirmou que atuará contra o projeto, alegando que o trabalhador não iria descansar e sim procurar um segundo emprego. Além, disso ele afirma que isso prejudicaria a economia por conta do aumento dos preços.
Ele ainda defendeu um modelo que flexibiliza ainda mais os direitos trabalhistas para que o trabalhador escolha quantas horas poderá trabalhar por dia, como o modelo estadunidense. "Se o cara quer trabalhar 16 horas, se ele é solteiro, ele pode. Quem quer trabalhar menos, trabalhe, só que ganhará menos".
A deputada federal Coronel Fernanda (PL) preferiu ficar no muro. Segundo ela, só irá se manifestar depois de analisar o texto, por medo de que suas declarações possam causar impacto.
"Se eu der uma opinião sem esperar qual texto será aprovado, poderá gerar um prejuízo grande de imagem na sociedade. Então prefiro esperar", explicou.
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