DENÚNCIA CONTRA CHICO 13.02.2026 | 14h23

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/ GD
A vice-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Maysa Leão (Republicanos), afirmou que a decisão de rejeitar o pedido de abertura de Comissão Processante contra o vereador Chico 2000 (PL) “pegou mal” para o Legislativo da Capital. A declaração foi feita após a votação realizada em plenário, na terça-feira (10).
O requerimento, apresentado pelo advogado federal Julier Sebastião e pelo jornalista Juliano Rafael Teixeira Enamoto, pedia a instauração de procedimento que poderia resultar na cassação do mandato do parlamentar. As denúncias foram unificadas e submetidas à apreciação dos vereadores, mas receberam apenas 7 votos favoráveis, contra 15 contrários, além de uma abstenção e um parlamentar ausente.
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Para Maysa, a decisão gerou desgaste institucional perante à sociedade, dando a falsa sensação de "pouco caso" diante das três investigações da Polícia Judiciária Civil (PJC) e Polícia Federal (PF), apontando crime de peculato, compras de voto e desvio de emendas.
“Pegou mal para a Câmara. A população tem se manifestado, vimos nas redes que as pessoas ficaram indignadas. Falo e repito: comissão processante não é condenação prévia. Não devemos abrir processantes quando for fútil, sem materialidade, mas nesse caso havia pedido com materialidade atrelada, e daríamos ao Chico possibilidade de defesa. Ninguém estaria dizendo que ele é culpado, mas nós, ao não abrirmos, parece que dissemos: ‘não queremos saber’”, afirmou à imprensa, na quinta-feira (13).
O pedido de cassação foi protocolado após Chico 2000 ser alvo da terceira operação policial em menos de um ano e novamente afastado das funções. Na Operação Gorjeta, ele é investigado por suposto desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. Conforme as investigações, parte dos valores destinados a projetos culturais e esportivos retornaria ao parlamentar em acordo com empresários.
Em abril de 2025, o vereador também foi alvo da Operação Perfídia, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), sob suspeita de negociar propina de R$ 250 mil para aprovação de projeto do Executivo. Na ocasião, foi afastado do cargo, mas conseguiu reverter a decisão judicial e reassumiu a cadeira em setembro. O parlamentar ainda foi investigado pela Polícia Federal por suspeita de compra de votos nas eleições de 2024.
Com a votação contrária à abertura da Comissão Processante, o pedido foi arquivado.
Como votaram os vereadores
Pela abertura da processante (7 votos):
Dilemário Alencar
Katiuscia Mantelli
Maysa Leão
Michelly Alencar
Rafael Ranalli
Samantha
Tenente Coronel Dias
Contra (15 votos):
Adevair Cabral
Alex Rodrigues
Baixinha Giraldelli
Daniel Monteiro
Demilson Nogueira
Didimo Vovô
Ilde Taques
Jefferson Siqueira
Kassio Coelho
Marcrean Santos
Marcus Brito
Maria Avallone
Mário Nadaf
Sargento Joelson
Wilson Kero Kero
Abstenção:
Drª Mara
Ausente:
Eduardo Magalhães
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