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PROFESSORES ACORRENTADOS 22.07.2019 | 11h58

Mauro cita estouro da LRF e greve na educação dura 57 dias

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Marcos Vergueiro

Marcos Vergueiro

O governador Mauro Mendes (DEM) reafirmou nesta segunda-feira (22), após 20 professores amanhecerem acorrentados na grades que cercam o Palácio do Paiaguás, que não há condição, neste momento, de atender as reivindicações da categoria em greve há 57 dias. Os profissionais afirmam que passarão todo o dia presos em protesto. 

 

Além da crise financeira enfrentada pelo Estado, o governador reforçou, por meio de nota, que o Poder Executivo segue extrapolando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com um gasto de 58,55% de receitas com o pagamento dos servidores.

 

Leia também -  Grevistas protestam acorrentados no Palácio do Governo

 

Mendes aproveitou o momento para detalhar os pontos já atendidos pelo governo desde o início da greve. As sustentações do governo também têm sido feitas em base de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Justiça (TJ)

 

Leia o posicionamento do governo manifestado nesta manhã 

Desde o início da greve, deflagrada em 27 de maio, o Governo do Estado tem dialogado de forma franca e honesta com a categoria, além de ter atendido a maior parte das reivindicações como, por exemplo, o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, que passará a ser garantido a partir deste ano. Segundo estimativa do Governo, serão R$ 52 milhões para o pagamento desse benefício.

 

Além disso, o governo investirá R$ 15,6 milhões para substituição de servidores efetivos que se afastarão para qualificação profissional e mais R$ 11,9 milhões para substituição de servidores, que sairão de licença-prêmio ou se aposentarão.
Serão investidos ainda R$ 35 milhões para melhoria na infraestrutura das escolas. Ao todo, o governo do Estado prevê o investimento de quase R$ 115 milhões na Educação, ainda este ano.

Outra reivindicação atendida pelo Governo é o chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017, que vai contemplar vários municípios de Mato Grosso.

 

No mês de julho, serão chamados 681 profissionais para atuarem em várias escolas estaduais, sendo 221 professores, 300 apoios administrativos e 160 técnicos administrativos educacionais.

Quanto as outras reivindicações da categoria, referente ao pagamento da Lei Complementar 510/2013 e da Revisão Geral Anual (RGA), o governo está impedido de conceder devido ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além da crise financeira.

 

A LRF é uma lei federal que estabelece parâmetros para os gastos dos Estados e municípios brasileiros. Entre esses gastos estão as despesas de pessoal, que podem consumir o máximo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL), ou seja, o Estado não pode gastar com folha de pagamento de seus servidores mais de 49% daquilo que arrecada.

 

Atualmente o Estado já está com o limite da LRF extrapolado, pois gasta 58,55% de suas receitas com o pagamento dos servidores.

 

Se concedesse o aumento de mais 7,69% aos salários de milhares de professores estaduais, o limite seria estourado de forma irreversível, uma vez que resultaria em gasto adicional na ordem de R$ 200 milhões neste ano – valor que o Estado já não dispõe.

Corte de ponto

O governo do Estado cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no que se refere ao corte de ponto de servidores grevistas. De acordo com o STF, o Estado é obrigado a cortar o ponto de servidores que se ausentarem de seu expediente em razão de greve.

 

O mesmo entendimento foi seguido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
No último dia 8 de julho, o Governo propôs suspender o corte de forma imediata e repor os pontos cortados em duas parcelas, desde que os professores retornassem às salas de aulas. A proposta foi resultado de audiência de conciliação, no entanto, não foi acatada pelo Sintep-MT, que decidiu pela manutenção da greve.

 

 

 

20 acorrentados 

Vão até o fim do dia. 

 

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