custo alto 06.04.2026 | 16h15
Beto Barata/PL - 6.6.2025
De 2022 até março de 2026, o governo federal gastou R$ 37 milhões com despesas de ex-presidentes.
O montante foi levantado pelo R7 Planalto, a partir de registros de gastos com ex-mandatários compilados pela Casa Civil. Os valores incluem pagamentos de assessores, motoristas e até despesas com serviços de comunicação.
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A ex-presidente Dilma Rousseff, que governou de 2011 a 2016, é quem representa os maiores gastos dentro do período de quatro anos, somando R$ 7,9 milhões.
Na sequência, está Fernando Collor de Mello, com R$ 7,6 milhões, no intervalo correspondente. O político comandou o país de 1990 a 1992 e manteve o padrão de despesas, ainda que em prisão domiciliar.
A pena aplicada a ele está em vigor desde maio de 2025. Apesar disso, os gastos para o ano somaram R$ 2,2 milhões. Também em 2025, Dilma gastou R$ 2,3 milhões. Ela preside o Banco do Brics e mora na China desde 2023.
Jair Bolsonaro, por sua vez, recebeu R$ 5,1 milhões desde que deixou a Presidência, em 1º de janeiro de 2023. Os gastos se mantiveram mesmo após sua prisão. Nos três primeiros meses de 2025 — período em que Bolsonaro passou a cumprir pena na Papudinha —, foram empenhados R$ 187.654.
Esse montante deve aumentar nos próximos meses devido a uma decisão da Quarta Turma do TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª Região), que determinou a reintegração de veículos à sua estrutura. A Justiça também garantiu a ele a manutenção dos demais benefícios concedidos a ex-presidentes.
Na sequência, está Michel Temer, com R$ 5,4 milhões. O total é um pouco mais alto do que as despesas de Bolsonaro, mas cabe ressaltar que Temer recebeu os valores desde 2022, enquanto o início dos registros de Bolsonaro data de 2023.
Já José Sarney soma R$ 4,1 milhões, enquanto Fernando Henrique Cardoso registra R$ 3,3 milhões.
O comparativo da Casa Civil ainda aponta gastos de Lula antes de seu retorno à Presidência: foram R$ 1,8 milhão entre 2022 e o período anterior à sua posse no Planalto, em 2023.
O R7 tenta contato com as assessorias dos ex-presidentes para manifestação sobre os gastos. O espaço segue aberto.
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