BANDEIRA ELEITORAL 13.03.2026 | 15h06

pablo@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/GD
Em plena pré-campanha eleitoral para o Senado, o governador Mauro Mendes (União) voltou a usar crimes de grande comoção regional para defender rigor na legislação penal. Desta vez, ele menciona o feminicidio de Estefany Soares, morta pelo próprio irmão e jogada em um córrego de Cuiabá. Para o chefe do Executivo, somente penas mais duras poderão frear os criminosos.
Segundo Mendes, esse episódio é apenas mais um retrato cruel da falência das leis brasileiras, já que o suspeito, Marcos Pereira Soares, estava solto mesmo com condenação por crime de homicídio. Ele ganhou liberdade por um erro no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), falha que está sendo investigada. Apesar de testeminhas e indícios apontarem Marcos como o autor do crime, ele naga que tenha assassinado a irmã.
“Precisamos mudar drasticamente. Não é fazer remendo no Código Penal, que é de 1940. Isso não tá resolvendo mais. Por favor, vamos acordar, vamos revisitar, vamos refazer, vamos construir à luz da nova realidade, do novo Código Penal nesse país, pra botar um freio na bandidagem, nas facções criminosas. Esse tipo de pessoa que, na minha opinião, deveria ficar na prisão perpétua”, disse o governador em suas redes sociais.
“Esse bandido, ele fez a primeira vítima dele quando ainda era menor de idade. Matou a tia, o que aconteceu? Não deu em nada. Menor não pode ser preso, menor que comete crimes gravíssimos acontece quase nada no Brasil. A lei permite esse tipo de coisa. O que ele aprendeu com isso? Que poderia matar e sair impune? Foi exatamente o que aconteceu. Ele saiu, alguns anos depois, ele foi roubar e matou um homem com 27 facadas. Olha que absurdo. Esse cara tinha que estar preso pro resto da vida. O que aconteceu? Ele saiu”, completou mostrando indignação.
Marcos Pereira Soares também é acusado de assassinar a tia quando era adolescente, porém, não há denúncia formal sobre o caso. O governador também cobrou uma investigação rigorosa para apurar a falha no sistema de Justiça que soltou o acusado.
“Segundo a Justiça aqui em Mato Grosso, ele saiu por um erro, que precisa ser explicado e eu confio na Justiça e acredito que vai ser explicado o que aconteceu. Nós temos que mudar definitivamente as leis nesse país. A sociedade brasileira não aguenta mais. Eu não aguento mais. Eu fico agoniado. A gente prende e solta, prende e solta. É um absurdo. Bandido está tendo privilégio nesse país todos os dias, em todos os cantos do Brasil. A gente vê isso acontecendo”, reclamou novamente.
O caso
Estefany estava desaparecida desde terça-feira (10), conforme já divulgou o
. A mãe, ao encontrar o filho, já na quarta-feira (11) , o pressionou para saber do paradeiro da jovem. Porém, o suspeito desconversava. Ela o levou para casa e acionou outros familiares, porém, ao perceber a “armação”, fugiu para dentro de um matagal.
Família começou a buscar pela jovem na região até que, por volta das 21h30, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o corpo da jovem foi encontrado dentro do córrego. A vítima estava submersa na água, apenas com as pernas para fora. Vítima apresentava ferimentos pelo corpo. Cena foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, DHPP e Perícia Oficial (Politec).
Em seguida, com o apoio da Polícia Militar, o suspeito foi preso já na madrugada de quinta, na região do CPA. Ele foi flagrado andando pela Avenida Brasil, quando foi abordado. Ele foi encaminhado para a DHPP, onde vai ser ouvido. A motivação do crime segue sob investigação.
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