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vereadora diz que 'cumpre cota' 12.03.2026 | 17h20

Mauro nega boicote e diz que regra do União vale para todos

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Ana Frutuoso e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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O governador e presidente do diretório estadual do União Brasil,  Mauro Mendes, negou qualquer tipo de boicote político contra a deputada estadual Michelly Alencar (União). Segundo o governador, a regra vale para todos os filiados e não foi tomada para atingir especificamente a vereadora, que tenta deixar a sigla há meses, mas sem sucesso.

 

“Ela tem um vínculo com esse partido. Não se elegeu apenas com o voto dela. Aquela eleição foi conquistada com o voto de todos os membros do partido”, afirmou, na quarta-feira (11), ao ser questionamentos sobre a decisão do partido de não liberar parlamentares para mudança de legenda.

 

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Durante sessão na Câmara de Vereadores de Cuiabá, de terça-feira (10), Michely desabafou e disse que está no partido cumprindo cota. A fala ocorreu após a aprovação do projeto de lei do policial federal Rafael Ranalli (PL), que institui a Semana Municipal de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres no calendário oficial da capital.

 

“As mulheres não podem mais ser apenas o número de votos necessário para que os partidos cumpram suas cotas. E eu estou vivendo isso. Não sou, não fui e vou lutar para não ser apenas mais um número dentro do meu partido”, disparou a vereadora. 

 

Em resposta, Mauro Mendes acrescentou que o espaço dentro da legenda está aberto para homens e mulheres participarem e disputarem eleições. 

 

“O espaço está aberto. Ela e outras pessoas têm manifestado, por conveniência pessoal, o desejo de sair e buscar outro caminho. Mas o partido, em todo o Brasil, decidiu que não vai liberar ninguém. O espaço está aberto para homens, mulheres, cidadãos, para qualquer um participar”, argumentou o governador.

 

A legisladora quer concorrer à uma vaga da Assembleia Legislativa e tenta viabilizar mais espaço. A movimentação é associada à avaliação de que, dentro do partido, a concorrência com nomes mais consolidados, especialmente deputados com maior estrutura e tempo de mandato, poderia dificultar seus planos  políticos futuros. 

 

Ainda na terça-feira, ela afirmou ter sido surpreendida com a decisão do partido, já que sequer participou da reunião que definiu a permanência obrigatória dos vereadores na legenda. Ela avalia recorrer à Justiça para manter sua pré-candidatura e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de outubro.

 

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