'obedece quem tem juízo' 06.05.2026 | 13h54

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Fred Moraes/ GD
O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), admitiu que, caso a cúpula nacional do PL autorize uma coligação com o MDB em Mato Grosso, manterá sua candidatura e disputará ao lado da deputada Janaina Riva (MDB) o pleito deste ano.
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Se a gente for forçado a ter uma coligação com o MDB, você vai fazer o quê? Não tem como desfiliar, não tem como ir para outro partido, você vai ter que disputar a eleição, mas quem vai julgar é o eleitor. E aí vai ser aquele clima”, afirmou nesta quarta-feira (6). “[Será a] mesma coisa que forçar um casamento. Ele vai estar no papel e não vai se realizar de fato”, completou.
Mantendo seu posicionamento contrário à coligação com o MDB, o deputado argumenta que forçar essa aliança causará um desgaste muito grande com a maioria dos prefeitos do PL em Mato Grosso, já que a boa parte teve disputas locais com a sigla em 2024. “Com a inteligência que o Senador Wellington Fagundes (PL) tem, eu não creio que ele vai forçar a gente a uma situação dessa”, avaliou.
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O senador Wellington Fagundes é pré-candidato ao governo e sogro de Janaina Riva. Ele vem articulando nos bastidores uma possível aliança. Medeiros também questionou o desejo da parlamentar em insistir em uma aliança com o PL.
“Ela não precisa vir pro PL. Não precisa de um banho de verde e amarelo. Pra quê? Qual interesse? Se tá eleita lá, me fala qual é o motivo de querer estar aqui?”, insistiu.
O deputado também reafirmou que a estratégia de focar em apenas uma candidatura ao Senado partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que, se a estratégia fosse outra, o bolsonarismo teria outros nomes mais identificados com o PL. Ele cita como exemplo o pré-candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) e até o nome do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
“Eu falei que eu quero disputar a eleição de acordo com o que Jair Bolsonaro decidiu. Se o ex-presidente me ligar amanhã e falar que não é mais do jeito que falou, e que agora é com dois? Vai ser com dois. E aí pode ser qualquer um que venha, não tem problema. Eu sou partidário”, concluiu.
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