VEJA VÍDEO 20.03.2026 | 11h01

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Tonico Pinheiro/Secom-MT
Em agenda institucional pelo estado de Mato Grosso, o ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) leva vantagem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um cenário de comparação direta durante ambos mandatos. Para Jader, não há comparação entre os feitos dos dois mandatários e que isso deve impulsionar positivamente os votos petistas.
A afirmação surgiu após o ministro ser questionado pela imprensa sobre a dificuldade de aprovação do presidente do Brasil em reduto parcialmente bolsonarista. Em contrapartida, Jader garante que o processo eleitoral, que já começou a ganhar forma, deve ser marcado pela análise do eleitorado sobre o desempenho de cada governo. Para ele, esse comparativo tende a favorecer o presidente Lula.
“Eu acho que a eleição está, na verdade, se iniciando. E, no final, quando as pessoas fizerem o comparativo daquilo que um fez e do que o outro fez, obviamente o presidente Lula vai ter vantagem em relação a isso”, declarou.
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Jader também afirmou que a liderança de Lula não está condicionada a partidos políticos, mas sim aos resultados entregues ao longo de seus mandatos, principalmente nas áreas de habitação, mobilidade urbana e saneamento.
Ao citar ações do governo federal, o ministro destacou que a meta de contratação de 2 milhões de moradias foi superada antes do prazo. Segundo ele, o número já chega a cerca de 2,3 milhões de unidades, com impacto direto na geração de emprego e renda.
Ele também mencionou os investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, de acordo com o ministro, somam cerca de R$ 800 milhões em Mato Grosso, voltados principalmente para obras de saneamento e mobilidade urbana.
No campo político, Jader defendeu que o MDB caminhe com Lula já no primeiro turno da eleição presidencial. Para ele, a aliança seria coerente diante do espaço ocupado pela sigla no governo federal, com ministérios estratégicos.
“Eu advogo que o MDB, por uma questão de coerência, deve estar com o presidente Lula desde o primeiro turno”, afirmou.
Apesar da defesa, o ministro ressaltou que a decisão será tomada de forma coletiva pela legenda, respeitando as lideranças regionais e a deliberação em convenção nacional. “O MDB é um partido democrático e vai discutir isso no momento adequado”, completou.
A visita do ministro em Cuiabá aconteceu nesta quinta-feira (19), no Palácio Paiaguás, ao lado do governador Mauro Mendes (União) e da primeira-dama Virginia Mendes (União). Na ocasião, o ministro veio participar da assinatura do termo de construção de mais 40 mil casas pelo Minha Casa, Minha Vida em parceria com o Ser Família.
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