Novela 06.03.2019 | 19h07

redacao@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
Em um novo capítulo da posse de Guilherme Maluf como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Ministério Público do Estado (MPE) pediu que o Tribunal anule a posse e suspenda o exercício do ex-deputado como conselheiro. A representação é dos promotores Clóvis de Almeida Junior e André Luís de Almeida.
Segundo o documento entregue ao TCE, é pedido a anulação da posse de Maluf “tendo em vista a inobservância ao rito procedimental previsto no Ato MD 001/2019 e, também, a ausência do preenchimento dos requisitos consignados nesta normatização da Casa Legislativa para comprovação da idoneidade moral exigida nos termos da Constituição Federal e da Constituição Estadual”.
Leia também - Guilherme Maluf deve assumir a presidência do TCE já em dezembro
Os promotores alegam a “ocorrência de grave ilegalidade” durante o processo de escolha do conselheiro na Assembleia Legislativa. Por isso, a representação pede “a suspensão de todos os atos subsequentes à indicação do aludido Parlamentar (Resolução nº. 6.253, de 21.02.19), com a notificação das Autoridades Competentes, e, no mérito, a nulidade do referido processo”.
Na argumentação, é enfatizado que Guilherme Maluf foi denunciado nas investigações da operação Rêmora, “por meio da qual se imputou 23 crimes ao deputado Guilherme Antônio Maluf”. E que entre outros fatores que evidenciam o “descuido” na indicação de Maluf, estão os processos dentro do próprio TCE contra ele.
Maluf também não apresentou sequer toda a documentação necessário, que inclui certidão negativa na Justiça estadual e federal.
Os promotores enfatizam que “a questão posta em debate não questiona em hipótese alguma a competência exclusiva da Assembleia Legislativa do Estado para indicar o futuro Conselheiro desta Egrégia Corte, ao contrário, vincula-se ao dever de observar os preceitos constitucionais e próprio regulamento criado pela Casa de Leis, o qual, a partir de sua publicação, tornou os atos pertinentes ao rito de escolha distantes da esfera do poder discricionário”.
E que o TCE tem o “poder-dever de agir para fiscalizar e corrigir os equívocos cometidos por todos aqueles a frente da gestão, cuja função envolva a utilização, a guarda, o gerenciamento ou a administração de bens e valores”.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.