GUERRA NO DIRETÓRIO 16.06.2026 | 08h45

redacao@gazetadigital.com.br
Mayke Toscano/Secom-MT
O ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, negou qualquer tipo de intervenção pessoal nas escolhas dos candidatos do partido para as eleições deste ano. Mendes defendeu das afirmações de Júlio e Jayme Campos que há semanas criticam a condução do ex-governador no partido alegando que o mesmo “barra” planos do grupo ligado aos irmãos.
Em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira (15), Mauro garantiu que o partido passará por convenção partidária, conforme prevê o estatuto da sigla. Segundo ele, nem mesmo nomes influentes do partido terão poder para impor decisões.
Leia também - Deputado acusa 'falta de contexto' e explica conversa em celular de Zampieri
"A decisão vai ser tomada na convenção do partido. O partido é regido por um estatuto, por um regimento, e é esse regimento que vai mandar. Não é o Mauro Mendes, muito menos os Campos que vão mandar", declarou.
Mauro ressaltou que qualquer filiado poderá disputar espaço na convenção e que os vencedores serão oficializados como candidatos da legenda, independentemente do cargo pretendido.
"Quem for para a convenção e ganhar a convenção vai ser candidato a deputado estadual. Quem ganhar para deputado federal será candidato a deputado federal. Se algum outro membro for lá, se candidatar a senador e ganhar a convenção de mim, ele vai ser o candidato a senador da União Brasil", afirmou.
O ex-governador disse ainda que a mesma lógica valerá para a disputa ao Palácio Paiaguás. "Vale também para o governador. Se o ‘João José da Silva’ for lá, colocar o seu nome para governador e ganhar a convenção, ele vai ser apresentado pela União Brasil como candidato", completou.
A fala de Mauro Mendes ocorre após o deputado estadual Júlio Campos elevar o tom das críticas contra o grupo do governador e afirmar que teme uma articulação nos bastidores para inviabilizar a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso. Principal defensor do irmão dentro do União Brasil, Júlio alegou que convencionais poderiam ser influenciados por promessas de cargos, dinheiro ou outras vantagens políticas para votar contra uma candidatura própria da sigla.
"Hoje nós temos maioria. Se não houver coisas estranhas por trás dos bastidores. Se não quiserem comprar convencionais para aceitar candidatura própria, chamando as pessoas para votarem contra. Podem comprar com dinheiro, proposta, cargos ou governo. Isso ocorre todo dia e toda hora. É errado, mas existe", declarou o parlamentar.
Júlio também criticou o que considera uma tentativa de Mauro Mendes de concentrar as decisões partidárias. Segundo ele, o União Brasil possui uma trajetória consolidada em Mato Grosso e a escolha do candidato ao Palácio Paiaguás deve ser submetida aos 52 integrantes da convenção estadual.
"Queremos democracia no partido. Para escolher candidato, precisamos da convenção partidária. Queremos uma consulta com os 52 membros. Pergunta se querem candidatura própria do senador Jayme Campos ou se querem apoiar Otaviano Pivetta no primeiro turno", afirmou.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.