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DEU NA GAZETA 12.10.2019 | 07h50

Niuan confirma que rompeu com prefeito Emanuel Pinheiro

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Principal nome do Podemos para concorrer às eleições municipais do próximo ano, o vice-prefeito, Niuan Ribeiro, rompe definitivamente com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Apesar da escolha de não mais apoiar a gestão do emedebista, o vice afirma que continua no cargo até o final da gestão. Sua decisão de construir um novo projeto para a cidade foi necessária, segundo ele, para enfrentar o que considera a velha política. Confira a entrevista na íntegra.

 

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Por que o senhor resolveu romper com o prefeito?

 

Todas as coisas que sempre levei até o prefeito, principalmente ligadas à inovação, tecnologia, o que eu acredito que Cuiabá precisa para o desenvolvimento de uma vocação econômica, nada foi aproveitado. Temos um desestímulo muito grande por não sermos ouvidos dentro de uma gestão em que a ideia era ajudar a construir e participar, é um sentimento de frustração, porque tínhamos a expectativa de no mínimo sermos ouvidos. Claro que quem foi eleito para ser o prefeito é o Emanuel, mas a gente veio para contribuir, me considero bem preparado para isso, com faculdade, pós graduação e percorrido alguns lugares. 

 

O que mais incomodou o senhor nesses últimos três anos que fizeram tomar essa decisão?

 

A velha política é o que traz o Brasil para o estágio que está hoje com 12 milhões de desempregados. E por causa do pão e circo que foi feito durante os 16 anos de PT, esse discurso do pai dos pobres, usando os mais humildes em prol de um projeto próprio de poder. Em certa escala, acontece também na prefeitura, o discurso populista e demagogo que busca escravizar uma classe que precisa muito do município. Cuiabá teve sua nota rebaixada pelo Tesouro Nacional e isso é
uma amostra de que as nossas contas não estão equilibradas. Em agosto o orçamento foi estourado, no anseio de fazer política partidária fora de hora, o que está tirando o equilíbrio da gestão.

 

O senhor não teve espaço na gestão desde o início do mandato?

 

Praticamente nenhum. Temos com o que contribuir, principalmente com essa nova visão de política. Que é o que tem
acontecido no cenário nacional, existe um novo pensamento político, insatisfação da população com a forma que a política é feita. Ninguém aceita mais a questão do fisiologismo, da troca de cargos por favores políticos. As pessoas querem resultado e eficiência na gestão e ficamos decepcionados quando vemos essa velha política sendo aplicada ainda na gestão. Eu não larguei minha carreira jurídica para fazer mais do mesmo.

 

Algumas pesquisam mostram uma grande aprovação da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, o senhor discorda. Ele tem feito um mandato ruim? 

 

O prefeito tem uma peculiaridade que gosta muito de lançar obras, fazer inaugurações. Só que muitas dessas obras
que foram lançadas nem sequer começaram, como, por exemplo, a Central Atacadista, onde tem a Central do Produtor, que no começo do ano foi lançada a obra e até hoje não temos um pilar erguido. Muita promessa e pouca realização. E, com todo respeito, muito da gestão hoje vive de peças publicitárias e isso é um pouco maléfico para o município e isso que sentimos hoje não vamos ver agora, mas sim a médio e longo prazo que é o desequilíbrio das contas públicas.

 

Leia matéria completa na edição do Jornal A Gazeta

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