PEGOU MAL 20.03.2026 | 14h13

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Tonico Pinheiro/Secom-MT
Dias após vir à tona nos bastidores políticos a visita que o vice-governador Otaviano Pivetta fez ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, o político comentou o encontro. Segundo ele, a conversa durou poucos minutos e foi apenas institucional. Havia rumores de busca e apoio, mas Pivetta negou. ,
A agenda havia sido ventilada pelo deputado estadual Júlio Campos (União), que afirmou que Pivetta "foi se arrastando" implorando aproximação política visando o cenário eleitoral, nesta semana. Mas, Pivetta, por sua vez, tratou de minimizar o encontro.
Em entrevista à imprensa, o vice-governador afirmou que a visita teve caráter institucional, e com curta duração. Além disso, garantiu que não foi ele quem buscou agendar a reunião.
“Não teve [interesse político], foi visita institucional. O presidente do partido que marcou. Durou 3 minutos, talvez”, afirmou à imprensa.
Apesar de negar articulação direta com o PL, Pivetta admitiu que oficialmente vem dialogando apenas com o Republicanos. “Estou conversando com a base importante, que já me dá todas as condições de fazer belo combate à frente. Mas vamos esperar”, disse, sem detalhar possíveis alianças.
Reação do PL
A tentativa de aproximação, no entanto, foi recebida com desdém pela direção estadual da sigla. O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, reforçou que o partido já tem posição definida e não vê qualquer impacto nas investidas de Pivetta.
Segundo ele, o apoio ao senador Wellington Fagundes está consolidado e não será revisto. “Só Deus tira esse apoio”, disparou ao
.
Em entrevista, Ananias afirmou que as conversas do vice-governador não causam preocupação interna. “Para mim, não causa nada. Para o PL, não causa nada. Já temos decisão, já temos planejamento, vamos seguir em frente”, declarou.
O dirigente ainda avaliou que o interesse de lideranças políticas pelo partido é natural, diante do protagonismo que a legenda conquistou no campo da direita. “Todo mundo quer o melhor partido. Todo mundo quer o mais identificado com a direita. E a direita de fato é o PL. Isso é normal. Todo mundo quer a melhor grife para se vestir”, afirmou.
Cenário definido
Apesar das movimentações, o comando estadual reforça que não há espaço para rediscussão interna sobre a candidatura ao Senado. “O Wellington não vai ser colocado em xeque nunca. O PL já decidiu”, completou Ananias.
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