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armação da oposição 08.01.2020 | 17h30

Prefeito estuda acionar servidora na Justiça por crime contra honra

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Thiago Andrade e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) estuda ingressar na Justiça contra a servidora que atua no Hospital São Benedito, Elizabete Maria de Almeida, por crime contra honra. A servidora revelou  em depoimento junto à Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), que teria sido induzida pelo vereador Abílio Júnior (PSC) a prejudicar o emedebista.

 

Segundo o prefeito, seus advogados estão estudando se processam a servidora. Elizabeth depôs por 3 horas nesta terça-feira (7), acompanhada do seu advogado Emerson da Silva Marques. 

 

Leia também - Mauro Mendes entra no STF para que Carlos Fávaro tenha mandato tampão

 

Conforme o  apurou, Elizabeth contou detalhes sobre uma reunião que teve com o parlamentar no dia 26 de novembro no hotel Delmond, em Cuiabá. Na ocasião, Abílio estava com 4 advogados, quando teria tentado cooptá-la para acusar o prefeito e a sua base aliada. 

 

A servidora entregou as imagens da suposta reunião com Abílio e o seu celular, que contém vídeos e mensagens que comprovaria a sua versão. Ela também confessou que nunca esteve na casa do vereador Juca do Guaraná (Avante) na suposta reunião em que teriam definido a cassação de Abílio Júnior em troca de cargos e dinheiro.

 

O caso veio à tona em novembro do ano passado, após Elizabete ter relatado em depoimento a Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, que os vereadores da base do prefeito Emanuel Pinheiro se reuniram na casa do Juca do Guaraná (Avante) para negociar a cassação de Abílio Junior (PSC), com pagamento de propina em dinheiro. 

 

Um dia após o depoimento, a servidora registrou boletim de ocorrência reafirmando a denúncia, porém, sem apresentar nenhuma prova. 

 

Diante disso, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) denunciou à Assembleia  o uso político da Defaz por parte do governo do Estado para prejudicá-lo. Pinheiro citou que a transferência dos delegados Anderson Veiga e Lindomar Toffoli da Defaz teria sido feita por ambos negarem a abrir investigação sem o mínimo de provas. 

 

Outro lado

 

Abílio nega que faça parte disso e já destacou que a servidora terá que provar o que disse aos delegados da Deccor.

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