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DEU EM A GAZETA 21.06.2026 | 06h50

Sonho dos trilhos; políticos disputam ‘paternidade’

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João Vieira

João Vieira

I nauguração da Ferrovia Estadual Vicente Vuolo, em Dom Aquino (município localizado a 172 quilômetros de Cuiabá), se torna palanque pluripartidário pouco antes das convenções para as eleições. Durante a cerimônia realizada neste sábado (20), representantes dos dois blocos trocaram farpas e acusações relacionadas à atuação da União nas obras estruturantes de Mato Grosso. Enquanto lideranças ligadas ao Palácio do Planalto apontaram uma tentativa de ocultar os esforços da gestão federal, dirigentes vinculados ao Executivo estadual reclamaram da falta de apoio de Brasília.

 

“A ferrovia é importantíssima para levar a produção de todo o Mato Grosso para o Porto de Santos, o maior da América Latina. Vamos trabalhar para que ela possa ter continuidade até chegar a Lucas do Rio Verde. Aqui teve R$ 2 bilhões do BNDES. Hoje, na matriz de transporte brasileiro, 20% é ferrovia. A meta é chegar a 35%”, ressaltou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que participou do evento de abertura do trecho ferroviário.

 

O ministro dos Transportes, George Santoro, também esteve presente. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) cobrou suporte do governo federal para ampliar os investimentos em infraestrutura e melhorar o ambiente de negócios no país. Durante discurso ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, ele defendeu a adoção de medidas que incentivem o empreendedorismo, reduzam entraves para novos investimentos e ampliem a participação da iniciativa privada em projetos estratégicos. “Conhecemos sua trajetória no governo de São Paulo e o admiramos por isso.

 

Mas nós merecemos mais. Merecemos mais ferrovias, mais oportunidades para os empreendedores investirem sem medo de quebrar no meio do caminho”. Durante o evento, a médica e précandidata ao governo do Estado, Natasha Slhessarenko (PSD), teceu críticas à atual gestão do Palácio Paiaguás por não reconhecer devidamente o empenho do Governo Federal nas ações públicas em Mato Grosso e classificou a postura como “desonesta”.

 

“É muito importante que a gente esteja na linha de frente falando para a população, porque vemos placas enormes do governo estadual e placas muito pequenas do governo federal, sabendo que o governo federal é que realmente tem investido aí grande parte dos recursos. Não tem como dizer que não é desonestidade”.

 

Ao destacar a contribuição da União nos cerca de R$ 2 bilhões aplicados para a entrega, Natasha defendeu que o eleitorado coloque as prioridades do estado acima de questões ideológicas na política. Em contrapartida, o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), disse não ser necessário disputar o protagonismo políticos em questões como essa.

 

“O banco financiador tem a sua importância, mas tudo que é financiado vai ser pago com juros e correção monetária. Isso não é mérito político de ninguém”, destacou Mendes.

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