VOTOS DO CENTRO E ESQUERDA 21.06.2026 | 13h45

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) projetou que a eleição ao governo de Mato Grosso caminha para um cenário de segundo turno. Na avaliação do parlamentar, o principal esforço do arco de alianças que vem sendo pavimentado pelo Partido dos Trabalhadores será o de viabilizar o nome da médica Natasha Slhessarenko (PSD) na etapa decisiva do pleito. Até hoje, Mato Grosso nunca teve eleições de segundo turno para o Palácio Paiaguás.
Lúdio argumenta que Natasha transita moderadamente entre diferentes espectros, o que oferece uma dinâmica mais favorável para a construção de consensos se comparado a pleitos anteriores.
“O nosso esforço será para colocar a Natasha no segundo turno. Qualidades para isso ela tem como médica, como empresária, como servidora pública, como mulher. Então, nós estamos construindo um campo de alianças para dar conta dessa tarefa de levá-la ao segundo turno. 2024 era o Lúdio de esquerda buscando diálogo com o centro. Nessa eleição, é a Natasha de centro, buscando diálogo com o centro e com o eleitor de esquerda”, analisou o deputado. Para ele, a médica, faz um “movimento inverso”, o que considera “mais fácil”.
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O deputado também buscou sepultar boatos que sugeriam uma possível movimentação de bastidores para que o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), ocupasse o espaço de Natasha na cabeça da chapa majoritária. Para Lúdio, os rumores decorrem unicamente do fato de o grupo ter se antecipado na definição da candidatura, minimizando qualquer hipótese de recuo ou substituição.
“Não, não acredito que haja qualquer movimentação nesse sentido. Eu acho que é só especulação, exatamente em função do fato de nós termos já muito cedo decidido quem será a nossa candidata. Em outras eleições, nós demoramos muito para tomar essa decisão e, dessa vez, em fevereiro, nós já tínhamos bem amadurecido que a Natasha seria a nossa candidata nessa eleição. Isso fortalece o nosso projeto, o nosso propósito”, explicou.
Questionado sobre reunião formal com o ex-prefeito da capital, Lúdio declarou não ter conhecimento do encontro, mas arriscou um palpite sobre o destino político do ex-gestor.
“Não sei, não sei. O Emanuel talvez seja o candidato do PSD, eu avalio”, sinalizou.
Articulações
Embora o bloco de sustentação a Natasha esteja unificado no plano governamental, o deputado confirmou que a costura ampla exigiu concessões internas. Diante de divergências sobre os nomes que vão compor as vagas ao Senado no mesmo palanque, Lúdio Cabral garantiu que irá pedir votos para a chapa completa e homologada, respeitando as deliberações democráticas do diretório e as alianças com os partidos da base nacional.
“A minha tese foi vencida no debate democrático dentro do PT e eu tenho que respeitar essa decisão e, lógico, vou pedir voto para toda a nossa chapa majoritária, independente da leitura pessoal que eu tenha daquele candidato. O debate interno no PT, o fato de o PSB ser um partido do arco nacional nosso, de ser o partido do vice-presidente, fez com que, em diálogo com a direção nacional, nós tomássemos essa decisão interna no PT de apoio ao PSD”, explicou Lúdio dias antes.
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