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Requerimento para 'CPI da Oi' alcança 7 assinaturas na ALMT

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

JLSiqueira/ALMT

JLSiqueira/ALMT

Operação da Polícia Federal no caso das supostas irregularidades em contratos consignados e no pagamento de precatórios da Oi S.A. reacendeu a pressão política na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Um requerimento voltou a circular no parlamento e já reúne 7 assinaturas, a apenas uma de atingir o quórum necessário para a leitura em Plenário.  

 

A ofensiva oposicionista intensifica o desgaste sobre a gestão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e atinge o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (União), de quem Pivetta foi vice. A Operação Heritage foi deflagrada pela PF após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A apuração visa esclarecer um suposto esquema de favorecimento financeiro e desvio de verbas públicas envolvendo instituições bancárias, além de um polêmico acordo homologado pelo Estado relativo a débitos da operadora Oi, orçado em cerca de R$ 308 milhões.  

 

Na base governista, a articulação é vista com ressalvas e classificada como uma manobra com intuitos eleitorais. Integrante da bancada de sustentação ao Palácio Paiaguás, o deputado Diego Guimarães (Republicanos) defendeu cautela na análise de novos requerimentos investigativos.  

 

Leia também - Deputado ironiza grupo de Mauro Mendes: 'Aqui se faz, aqui se paga'

 

"Óbvio, nós estamos a menos de 55 dias da eleição. Temos que cuidar muito para que isso não perca o foco de uma investigação séria para uma investigação meramente eleitoreira, com a finalidade de expor, criar factoides e talvez ser explorado por aqueles que são adversários do governo no pleito", afirmou Guimarães nesta quarta-feira (12).  

 

Por outro lado, parlamentares de oposição criticam a omissão do Poder Legislativo diante de suspeitas que já tramitavam na Casa. O deputado Valdir Barranco (PT), um dos primeiros a assinar a lista, manifestou indignação com o que considerou uma omissão da Assembleia diante das revelações trazidas pelos órgãos federais.  

 

"A Assembleia Legislativa está devendo, é vergonhoso para a Assembleia Legislativa. Eu tenho vergonha disso! Como que os nossos colegas deixam chegar a esse ponto? Ter que ter uma operação da Polícia Federal com decisão do Supremo num caso de corrupção escancarada que todo mundo aqui sabia? Os nossos deputados aqui que não assinaram ainda, espero que eles tenham consciência, que eles assinem", cobrou Barranco.  

 

Em posição intermediária, o deputado Júlio Campos (União) confirmou o avanço na coleta de adesões, mas questionou o alcance prático de uma CPI conduzida de forma paralela ao inquérito policial e às vésperas do recesso parlamentar.  

 

"A esta altura do campeonato, a CPI é mais um instrumento já de... já está mais do que investigado. Porque, quando a Polícia Federal bate no 'toc-toc' na sua porta, é porque já está com muito conteúdo, muito estudo, muita quebra de sigilo e descoberto muita coisa", pontuou Campos, ressalvando que atuará no colegiado caso este venha a ser instalado.    

 

A Operação Heritage foi deflagrada na última quinta-feira (6), pela Polícia Federal, para apurar um suposto desvio de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa de telefonia. Ao todo, foram 25 buscas e apreensões em endereços ligados aos investigados, e o bloqueio de bens de 61 pessoas físicas e jurídicas, entre elas, a ex-primeira-dama Virgínia Mendes e os 3 filhos, além do ex-secretário Mauro Carvalho, esposa, filha e o genro.  

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