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Judicialização da Saúde 03.05.2019 | 13h02

Santa Casa fechada aumentou processos em R$ 6 milhões

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Tchélo Figueiredo - Secom/MT

Tchélo Figueiredo - Secom/MT

O fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que completou 55 dias nesta sexta-feira (02), provocou o aumento em mais de R$ 6 milhões com a judicialização dos casos sem atendimento pelo Estado. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, esse é apenas um dos motivos pelos quais o governo decidiu fazer a requisição administrativa na unidade.

 

Essa intervenção foi anunciada pelo governador Mauro Mendes na tarde de quinta-feira e significa que o Estado irá alugar a estrutura existente no hospital e recontratar os funcionários e médicos. Pelo uso, será pago um valor mensal à Sociedade que administra a Santa Casa, que deve ser usada para o pagamento dos 7 meses de salários atrasados.

 

Leia também - Governo avisa que vai administrar a Santa Casa de Cuiabá

 

Figueiredo explica que mesmo com o realojamento dos pacientes que seriam atendidos na Santa Casa, o aumento no tempo de espera por vagas fez crescer o número de processos para este fim, especialmente na área da pediatria. Segundo o governo esse aumento foi de 40%, o que exigiu do governo mais recursos para pagar os tratamentos e internações, que em alguns casos precisaram ser feitos em outros estados.

 

“Pior seria se não tivéssemos tomado essa decisão. O Estado acumula após o fechamento da Santa Casa, apenas com decisões judiciais, mais de R$ 6 milhões novos de custo. Porque pacientes judicializados, que estão sendo atendidos inclusive fora de Mato Grosso, vieram em efeito cascata e essa conta aumenta”, afirma o secretário.

 

Apesar do novo compromisso, que custará cerca de R$ 12 milhões por mês, tirando o valor que será pago pelo “aluguel”, ainda não há previsão de onde sairá o dinheiro para esse novo hospital, que esta sendo chamado provisoriamente de unidade estadual de alta complexidade.

 

“O Estado vai ter que viabilizar os recursos necessários. Teremos sim apoio do Ministério da Saúde, mas se não tivesse, mesmo assim, iria viabilizar. É um sonho para a nossa Capital, ter um hospital estadual de alta complexidade aqui, nós vamos buscar formas para fazer que isso funcione”, explica Figueiredo.

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