em uti aérea 08.09.2026 | 18h08

redacao@gazetadigital.com.br
DPEMT
Uma recém-nascida de apenas 14 dias, em estado grave devido a uma insuficiência renal aguda, foi transferida para o Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, no domingo (6). A bebê estava internada no Hospital Regional de Colíder e precisou ser levada para Cuiabá em uma UTI aérea para receber atendimento especializado em nefrologia pediátrica.
Segundo a família, o bebê já iniciou o tratamento e permanece estável. A transferência ocorreu após a Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) identificar uma vaga disponível. O caso havia sido registrado no Sistema de Regulação (SISREG) como Prioridade 1, classificação destinada a situações que necessitam de atendimento com urgência.
A bebê nasceu em Alta Floresta (a 823 km de Cuiabá), com apenas 29 semanas de gestação e pesando 1,39 kg. Por causa da prematuridade e do quadro clínico grave, foi encaminhada para Colíder, onde permaneceu internada desde o nascimento.
De acordo com o prontuário médico, a recém-nascida apresentava insuficiência renal aguda, sepse precoce, distúrbios metabólicos, anemia e plaquetopenia. Durante a internação, ela também sofreu uma parada cardiorrespiratória, revertida após aproximadamente cinco minutos.
À família, a mãe, L. J. dos S., relatou que a filha teria contraído ainda durante a gestação uma infecção que evoluiu para sepse. O quadro renal se agravou na terça-feira (1º), quando a bebê deixou de urinar e passou a apresentar retenção de líquidos.
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Diante da necessidade de atendimento especializado e da falta de suporte em nefrologia pediátrica na unidade de Colíder, a família procurou a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), que acionou a Justiça para garantir a transferência.
A ação foi apresentada pela defensora pública Caroline Maat Rodrigues Sakaui. O pedido considerou o risco de agravamento do quadro clínico, com possibilidade de evolução para falência renal e até óbito.
No mesmo dia, 1º de setembro, o juiz Tibério de Lucena Batista, da 2ª Vara de Alta Floresta, determinou que o Estado e o Município providenciassem, de forma solidária, a transferência da recém-nascida para uma UTI Neonatal com suporte em nefropediatria.
A decisão estabeleceu prazo de 24 horas para o cumprimento da medida e também determinou o custeio dos procedimentos necessários ao tratamento, além do suporte à acompanhante.
Naquele momento, conforme os registros médicos, a bebê estava intubada, em ventilação mecânica, sob sedação contínua e fazendo uso de drogas vasoativas.
A urgência do caso também foi destacada em parecer do Núcleo de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NatJus). Segundo a avaliação, a associação entre sepse e insuficiência renal representava alto risco de rápida deterioração clínica e poderia levar à necessidade de terapia renal substitutiva, como a diálise.
Como a decisão judicial não foi cumprida dentro do prazo inicialmente determinado, o caso foi encaminhado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Saúde Pública.
Após a atuação do órgão, a transferência foi viabilizada. A recém-nascida deixou Colíder no domingo (6), em uma UTI aérea, e foi encaminhada para o Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá.
Já na unidade, a bebê passou por um procedimento para colocação de um cateter e iniciou as sessões de diálise, segundo a família.
Apesar da gravidade, a mãe afirma que a filha permanece estável após a chegada à capital. Agora, a recém-nascida segue em tratamento com acompanhamento especializado para controlar a insuficiência renal.
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