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prédio antigo e alta manutenção 22.07.2025 | 18h36

Secretário descarta compra de hospital e diz que ação de deputado é 'oportunista'

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, descartou a aquisição do prédio do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, pelo governo do Estado. Além de negar a compra, o gestor ainda ironizou as tratativas do deputado federal Emanuelzinho (MDB) em passar a administração ao governo federal. O edital de venda será publicado nos próximos dias e o valor mínimo é R$ 57,4 milhões, como anunciado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).


Em entrevista à imprensa, o secretário argumentou que a estrutura do prédio construído há mais de 200 anos está ultrapassada e exige reparos mensais, sem contar os custos com o gerenciamento e outros débitos. No entanto, afirmou que torce para que a Prefeitura de Cuiabá consiga arrematá-lo.


“Não é intenção do governo fazer a aquisição. Ao longo dos 7 anos de gestão, buscamos soluções para substituir por algo que é nosso. Santa Casa é um prédio que não é nosso, tem um custo alto de manutenção de R$ 1 milhão por mês para mantê-lo, por ser um prédio antigo”, alegou o secretário nesta terça-feira (22).


Figueredo garantiu que, embora não estejam interessados em arrematar o prédio, o governo estadual pretende alocar mais dinheiro em hospitais na fase de construção e sinalizou que poderá ser parceiro da prefeitura, caso ela compre o imóvel.


“É um hospital que dificulta habilitarmos serviços junto ao ministério por não atender normas estabelecidas pelo SUS. Vamos investir nas unidades do governo do Estado. Até o momento, não é nossa intenção adquirir. Mas, o governo será parceiro daqueles que por ventura possam adquirir”, comentou.


O secretário ainda criticou as articulações de Emanuelzinho, em Brasília junto ao Ministério de Saúde, para tentar manter ativo o hospital, afirmando que é "curiosa" a movimentação, já que durante 7 anos o governo federal, tanto na gestão Bolsonaro quanto Lula, não encaminhou recursos para gerenciar a unidade. A medida, para o secretário, é totalmente oportunista.


“No momento como esse aparecem muito oportunistas fazendo relações como se agora fossem acontecer milagres. Desde que reabríamos o Santa Casa, em 2019, não tivemos nenhuma contribuição do governo federal para custear milhões ao mês. Estamos construindo o melhor hospital de alta complexidade, sem um centavo do Governo Federal. Se o ministério tem interesse de ajudar o governo estadual no custeio de algum hospital, estamos de portas abertas. Mas não fui procurado”, disparou.


Por fim, Gilberto ainda saiu em defesa do hospital, mas às vésperas de deixar sua manutenção. Segundo o secretário, ao longo dos 7 anos a unidade auxiliou o atendimento de diversos pacientes, incluindo na pandemia da covid-19.

 

“Eu, enquanto secretário, nunca vou torcer para fechar equipamentos públicos, muito menos a Santa Casa, que me empenhei muito para reabrir, quando fechou em 2019. É um equipamento importante, número de leitos significativos com salas de cirurgias e contribui, sim, para atendimento da população. Se ela estiver sob administração do município, ou terceiros, é indiferente. Mas, torço para que Cuiabá consiga alinhar desdobramentos necessários e fazer gestão ao hospital”, finalizou.

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Comentários

Paulo - 23/07/2025

Oportunista e querer se candidato

Benedito da costa - 23/07/2025

O que não dá pra acreditar é que em meio ao descaso da saúde, falência do sistema a falta de especialidade, a falta de atendimento e os investimentos. Aínda vem secretário ser contra a assumir um hospital tradicional, histórico da cidade e que já deu muito certo no passado

Nilson Ribeiro - 23/07/2025

NO MUNDO, UM DOS MAIORES ATRATIVOS SÃO AS CONSTRUÇÕES ANTIGAS, ALGUMAS COM MAIS DE TRÊS MIL ANOS. AQUI ESTÁ VELHO DEMAIS, A HISTÓRIA SENDO DEMOLIDA POR UM PUNHADO DE APROVEITADORES, DEPOIS VÃO EMBORA COM OS BOLSOS CHEIOS.

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