28.07.2017 | 15h57
O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que os esforços em torno da retomada das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) buscam corrigir um “erro histórico” cometido pela gestão do ex-governador Silval Barbosa, que “roubava por prazer”.
Atualmente, o governo tenta entrar em um consenso junto aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, que culmine na homologação final do acordo com o Consórcio VLT para retomar a obra que está parada há quase dois anos.
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Secom-VG![]() Taques diz que conclusão do VLT é para corrigir ‘erro histórico’ |
“Amigos, o VLT não é obra do nosso Governo. O VLT foi um erro histórico do Governo passado, que roubava por prazer, como está divulgado na capa dos jornais. Existem umas pessoas agora que estão criticando o término do VLT. Não têm vergonha na cara. Já ajudaram a construir esse rasgo entre Cuiabá e Várzea Grande”, afirmou Taques.
O acordo entre Estado e Consórcio deveria ter sido finalizado na quinta-feira (27), conforme prazo final estabelecido em decisão pelo juiz federal da 1ª Vara de Mato Grosso, Ciro José de Andrade Arapiraca. No entanto, o Estado solicitou mais 30 dias para apresentar uma versão da minuta de acordo entre as partes.
“Ontem a equipe pediu para o juiz até 30 dias. Não sei se o juiz vai definir 10 ou 20 dias. Dos 26 pontos, nós já fechamos 23. Faltam três pontos. Estamos nessa conciliação”, disse.
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Os 3 pontos são questões técnicas referentes à culpa compartilhada, as decisões que o Tribunal de Justiça já tomou, bem como a adequação do cronograma de conclusão das obras. Isto porque a minuta do acordo prevê o fim das obras em 24 meses. Porém, a auditoria da KPMG apontou que seriam necessários 19 meses, conforme defendido pelo MPs.
Estima-se que a medida pode representar uma economia de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões no teto estipulado para a construção que, somados ao passivo existente, estava na casa dos R$ 922 milhões, conforme previsto no primeiro acordo proposto pelo Estado.
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Taques reforçou ainda que as criticas são passageiras e que deixar a obra é um desrespeito ao dinheiro público. “Essas pessoas vão criticar, mas vão passar. Nós precisamos cuidar do dinheiro do povo de Mato Grosso e é isso que estamos fazendo. Não é possível nos deixarmos R$ 1 bilhão parado. Por isso, estamos trabalhando muito para que possamos mostrar que é possível fazer uma gestão de qualidade. Respeitando o dinheiro público. Obra parada não é possível”, encerrou.
Somente após os Ministérios Públicos validarem o acordo é que a Justiça Federal em Mato Grosso poderá homologar o documento e dar autorização para o reinício das obras, visto que a Justiça Federal é responsável por julgar a ação civil pública que pede a suspensão dos prazos do contrato para a realização das obras contratadas na gestão Silval Barbosa.
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