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Cuiabá, Sábado 09/05/2026

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Mato Grosso 278 anos 09.05.2026 | 08h30

Governadores chefiaram Estado por múltiplos mandatos; entenda a história

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Mais novo que a sua capital Cuiabá, que acabou de completar 307 anos, o estado de Mato Grosso faz 278 anos de história neste sábado (9). Desde sua fundação, foi comandado por poucos nomes, que se repetiram no poder, sendo reeleitos ou nomeados mais de uma vez.

 

Entre crises de fronteira, golpes de Estado e a modernização do agronegócio, esse seleto grupo de políticos conseguiu a proeza de governar Mato Grosso em múltiplos períodos.

 

Isso porque, desde que a Capitania de Mato Grosso foi instalada em 1748, a alternância de poder foi a regra, muitas vezes ditada pela distância de Cuiabá em relação aos centros de decisão (Lisboa ou Rio de Janeiro).

 

No entanto, nove personalidades quebraram essa escrita, deixando marcas profundas na trajetória mato-grossense.

 

O campeão de mandatos foi Augusto Leverger, conhecido como Barão de Melgaço, que nunca disputou nenhuma eleição, mas que assumiu o comando político e militar de Mato Grosso em seis ocasiões, ficando marcado como o ‘Eterno Interventor’.

 

Um dos principais motivos para isso ocorrer foi a sua profunda competência militar e diplomática, que fazia dele o nome de confiança do Império para pacificar crises e governar o estado em momentos de conflito.

 

Sua atuação mais memorável foi durante a Guerra do Paraguai, quando organizou a resistência local e a logística de defesa, mesmo com escassos recursos enviados pelo Rio de Janeiro.

 

Barão de Melgaço assumiu pela primeira vez, de 1851 a 1852, como presidente da Província de Mato Grosso. Já entre 1852 e 1853 foi nomeado vice-presidente em exercício, voltando a ser presidente entre 1855 a 1857.

 

Entre 1857 e 1858, voltou a ser vice-presidente em exercício. Já entre 1863 a 1869, retomou a presidência da província de Mato Grosso no período de guerra. Seu último mandato ocorreu em 1870, quando era vice-presidente em exercício do Estado.

 

Em todas as ocasiões, Barão de Melgaço pertencia ao Partido Conservador, um grupo político brasileiro do Período Imperial, surgido por volta de 1836. Foi sucessor ideológico direto do Partido Restaurador, reunindo os antigos caramurus (exceto Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque) com membros dissidentes do Partido Moderado.

 

Já o segundo líder político que mais comandou o Estado desde a época da Primeira República (1889-1930) foi Manuel José Murtinho.

 

Ele foi presidente do Estado, eleito indiretamente em 1891 pelo Partido Republicano. Porém, seu mandato foi interrompido por um movimento armado em 1892, entre fevereiro e 20 de julho.

 

Depois ele assumiu novamente até agosto de 1895. Meses antes da Proclamação da República, ele já havia assumido o comando do Estado entre março de 1889 e agosto do mesmo ano como 1.º vice-presidente no cargo de titular. Com isso, pode-se dizer que ele assumiu o cargo de governador por três vezes.

 

Já na lista de quem assumiu o comando do estado em duas ocasiões estão Generoso Ponce, em 1892, até o retorno de Manuel Murtinho. Depois ele foi escolhido presidente do Estado, eleito em sufrágio universal entre 1907 e 1908, quando renunciou ao cargo por problemas de saúde.

 

Quem assumiu foi Pedro Celestino Corrêa da Costa, permanecendo até agosto de 1911. Voltou a ser eleito em 1922, permanecendo como presidente do Estado eleito até outubro de 1924.

 

Mário Correia da Costa, do Partido Democrata Mato-Grossense, também teve dois mandatos, sendo eleito pela primeira vez em janeiro de 1926 até 1930. E depois, entre 1935 e 1927, tornou-se governador eleito e interventor federal.

 

O governador Fernando Corrêa da Costa também exerceu a função de governador por dois mandatos (1951–1956 e 1961–1966), sendo eleito nas duas ocasiões pela UDN.

 

Os últimos governadores com dois mandatos ocorreram após a redemocratização do país, com Dante de Oliveira (1995-1998 e 1999-2002), Blairo Maggi (2003-2006 e 2007-2010) e Mauro Mendes (2019-2022 e 2023-2026).

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