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deu em a gazeta 11.05.2025 | 09h28

TCE realizará auditoria nos radares eletrônicos instalados em Cuiabá e Várzea Grande

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Redação de A Gazeta

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, determinou a realização de uma auditoria completa nos sistemas de radares eletrônicos instalados em Cuiabá e Várzea Grande. A medida visa apurar indícios de irregularidades na aplicação de multas de trânsito e a destinação dos recursos arrecadados.

 

Segundo o presidente, há uma percepção consolidada na população de que os radares operam como uma indústria de multas, gerando penalidades em série contra motoristas sem a devida transparência.

 

"Quero saber o volume de multas aplicadas, o total de recursos arrecadados e, principalmente, para onde foi esse dinheiro. A legislação é clara: esse valor deve ser investido em educação para o trânsito e melhorias no sistema viário", declarou Sérgio Ricardo.

 

A auditoria, que será realizada pela equipe técnica do TCE-MT, também deve incluir a convocação das empresas responsáveis pela instalação e operação dos radares. O presidente determinou ainda o envio de um ofício ao Inmetro para obter informações sobre a última aferição dos equipamentos.

 

"Quero saber se os radares foram verificados, quando isso ocorreu, e se estão funcionando conforme os padrões legais. Se não houver conformidade, vamos recomendar o desligamento dos aparelhos, anulação das multas e até devolução do dinheiro já pago pelos motoristas", asseverou.

 

Sérgio Ricardo lembrou que, em outra ocasião, já havia ingressado na Justiça contra a instalação de radares sem licitação e sem aferição técnica do Inmetro. Na época, a ação foi bem-sucedida: os equipamentos foram retirados, as multas canceladas e os valores devolvidos.

 

"O sistema atual desperta grande desconfiança na população de Cuiabá e Várzea Grande. O TCE está cumprindo seu papel constitucional de fiscalizador dos recursos públicos e muito em breve vamos apresentar os primeiros resultados dessa auditoria", afirmou.

 

Essa desconfiança é corroborada, por exemplo, pelo advogado André Stumf. Hoje, os radares têm apenas a finalidade de arrecadar e não de educar e melhorar o trânsito, disse.

 

Já o fisioterapeuta Rodolfo Coelho reclama da falta de retorno para a população. "O radar é funcional, sim, é muito

benéfico, é essencial para controle, principalmente, perto de escola, de hospital, lugar de trânsito de grandes pessoas. Agora, a revolta é o que vem sendo feito para isso. Eu só tenho sido cobrado e não tenho recebido nada de volta",

declarou.

 

Já o advogado Paulo Ricardo Fortunato ponderou sobre as dificuldades burocráticas em relação às multas. "A gente vê uma reclamação muito grande de pessoas que não são notificadas para fazer a defesa ou apresenta a defesa e não tem respostas. O Poder Público, como sempre, deixa a gente na mão".

 

Decisão reabre debate polêmico

A decisão do TCE em auditar e fiscalizar os radares em Cuiabá e Várzea Grande deverá trazer à tona o debate na capital sobre uma suposta máfia dos radares, que o atual prefeito Abilio Brunini (PL) denunciou na campanha e prometeu retirar a

maioria dos equipamentos das ruas e avenidas da cidade.

 

Na época, o gestor chegou a afirmar que os radares seriam uma espécie de caça-níquel, já que visa apenas o lucro. "Nós temos que acabar com essa máfia dos radares, temos que acabar com esse caça-níquel que são os radares em Cuiabá. Nós vamos fazer um planejamento na mobilidade urbana que funcione para o cidadão", disse na época.

 

Porém, após tomar posse em janeiro, o prefeito mudou o tom e afirmou que buscaria remodelar a fiscalização de velocidade dos veículos. "A gente quer mudar a forma, a gente quer que tenha o demarcador de velocidade, qual foi a velo cidade que você passou e que você identifique isso e que ele só tenha em lugares que comprometam de fato a segurança do motorista ou do pedestre", disse.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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Comentários

CARLOS AUGUATO GOMES DE OLIVEIRA - 12/05/2025

Cuiabá esta um verdadeiro caos com ruas esburacadas, falta de segurança, corrupção e agora radares eletrônicas com suspeita de serem uma verdadeira indústria de multas. A auditoria poderia contemplar também os semáforos sem temporizadores pois a percepção é que não existe mais a cor amarela, passando diretamente do verde para o vermelho, um pequeno vacilo lá vem multa, com certeza foram parametrizados com outros objetivos. Na auditoria basta medir o tempo nos sinaleiros com temporizadores e comparar com o tempo nos sinalizadores sem temporizadores para perceber o quanto a indústria das multas estão lesando os cidadãos. Resumindo: Se correr o bicho pega, Se ficar o bicho come.

Paulo - 11/05/2025

O Abílio prometeu acabar radares, mas até agora estamos vendo somente arrecadar

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