DERROTA À VISTA 14.07.2026 | 11h26

pablo@gazetadigital.com.br
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A votação do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) na Câmara Municipal de Cuiabá, pela aprovação do projeto de resolução que visa alterar o regimento interno da Casa para permitir a reeleição de membros da Mesa Diretora, demonstrou que a presidente Paula Calil (PL) e o prefeito Abilio Brunini (PL) não possuem votos suficientes para alcançar o quórum de 2/3 (18 votos) para garantir a mudança.
Durante a votação dessa terça-feira (14), foram 13 votos a 12 para a mudança, o que será insuficiente para que a mudança do regimento se concretize. A votação ocorreu um dia após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ter negado liminar ao prefeito Abilio, que buscou o meio judicial para interferir no parlamento municipal.
Votaram favoravelmente à mudança os vereadores Wilson Kero Kero (Demo), Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Marcus Brito Junior (PV), Samantha Íris (PL), Marcrean Santos (MDB, Coronel Dias (Cidadania), Cezinha Nascimento (União), Demilson Nogueira (PP), Mário Nadaf (PV), Adevair Cabral (Solidariedade), Dilemário Alencar (União), Kássio Coelho (Pode) e Rafael Ranalli (PL).
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Já os que foram contrários são Maria Avalone (PSDB), Michelly Alencar (União), Dídimo Vovô (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Alex Rodrigues (Pode), Daniel Monteiro (Republicanos), Ilde Taques (Pode), Katiuscia Manteli (Pode), Jeferson Siqueira (PSD), Eduardo Magalhães (Republicanos), Chico 2000 (Sem partido) e Drª Mara (Pode). A presidente Paula Calil não votou. O vereador Sargento Joelson (PSB) não estava presente.
De autoria do vereador Marcus Brito (PV), a proposta sugere uma modificação no artigo 23 do regimento interno do Legislativo cuiabano. O objetivo central é autorizar a recondução para o mesmo cargo por apenas uma vez consecutiva, espelhando o modelo de sucessão que já é adotado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Na prática, a medida beneficia diretamente a atual presidente da Câmara, possibilitando que ela busque um novo mandato no comando do Palácio Paschoal Moreira Cabral ainda este ano.
Os bastidores da tramitação, contudo, estão cercados por uma intensa judicialização e pela forte influência do Palácio Alencastro. Até o momento, a gestão Abilio Brunini está colhendo mais ônus do que bônus em sua tentativa de interferência.
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