ministro do STF 11.09.2021 | 08h58
LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS - 19.11.2019
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou revogar a prisão preventiva do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), decretada após violações na tornozeleira eletrônica. A decisão foi publicada na sexta-feira, 10.
A defesa entrou com dois habeas corpus para que ele fosse colocado em liberdade sob argumento de que a ordem individual do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a volta do deputado à cadeia, foi irregular por ter desconsiderado pedidos anteriores para revogar a prisão.
Leia também - Geddel é autorizado por Fachin a passar para o semiaberto no caso do bunker
Ao analisar os recursos, Barroso disse que um ministro do STF não pode revisar a decisão de colegas do tribunal em habeas corpus. Ele também afirmou que, a partir de uma análise do processo, não há indício de ilegalidade ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 'De modo que o processo deve ser extinto sem resolução do mérito', escreveu.
Em outro trecho da decisão, Barroso lembrou que o próprio Alexandre de Moraes, relator do caso, reexaminou os fundamentos da prisão no final do mês passado, quando decidiu manter a medida. Ele considerou dois pontos principais: o histórico de violações ao sistema de monitoramento por tornozeleira eletrônica durante a detenção domiciliar e o risco de fuga em razão dos pedidos de asilo diplomático feitos pelo parlamentar.
Daniel Silveira foi preso em fevereiro, quando publicou um vídeo nas redes sociais defendendo a destituição dos ministros do STF. Ele chegou a ser colocado em prisão domiciliar no mês seguinte, mas voltou ao regime fechado em junho, depois que a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio registrou 36 violações à tornozeleira, incluindo descargas, rompimento da cinta e ausência na área delimitada.
O deputado virou réu por grave ameaça, crime tipificado no Código Penal, e por incitar a animosidade entre o tribunal e as Forças Armadas, delito previsto na Lei de Segurança Nacional, após os ministros do Supremo aceitarem a denúncia oferecida pela PGR no inquérito dos atos antidemocráticos por causa do vídeo. As violações na prisão domiciliar também ensejaram a abertura de uma investigação, prorrogada ontem por Moraes por mais 60 dias.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.