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18.04.2004 | 03h00

Carrinho de ferro vai resistindo ao tempo

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Se atualmente a meninada não larga o videogame ou os jogos de computador, antigamente o grande companheiro de uma criança era o carrinho de ferro. Hoje em dia, muitos daqueles "motoristas" de Corvettes, Thunderbirds e outros modelos em miniatura chegaram à casa dos 30 ou 40 anos, mas o brinquedo dos tempos de infância acabou se tornando objeto de coleção. "Voltei a me interessar por carrinhos de ferro há dois anos, quando meu irmão me presenteou com um Dodge Viper, feito pela Hot Wheels", conta o publicitário Wendel Cavalcanti, de 30 anos, que coleciona modelos na escala 1:64. Depois do presente, ele começou a procurar por alguns dos modelos que teve quando era criança.

Cavalcanti conseguiu alguns deles, mas achou melhor definir uma linha específica para sua coleção. "A maioria dos colecionadores se prende a certos segmentos. De uns tempos pra cá, compro mais carros de corrida, principalmente da Nascar, e muscle cars da década de 70", comenta.

Entre seus modelos mais interessantes está a miniatura do Plymouth Super Bird com o qual o piloto Richard Petty chegou a 200 vitórias na Nascar, ainda nos anos 70. "Esse foi o mais difícil de encontrar", lembra o publicitário. O mais caro foi o Match 5, carro de corrida do personagem de desenho Speed Racer, que lhe custou R$ 80,00. O que torna o carrinho tão caro é a produção exclusiva no Japão.

Comprando um aqui e outro ali, o publicitário está perto dos 500 carrinhos de ferro, produzidos pela Matchbox, Racing Champions, Hot Wheels e Jada Toys, além de outras marcas. "Mas isso não é nada. Tenho amigos que já estão com 3 mil carrinhos", afirma. E foi com alguns desses amigos que Cavalcanti formou o Diecast Minicars Brasil, um grupo de colecionadores há pouco mais de um ano que tem até site (http://groups.msn.com/diecastbrasil) para troca de informações sobre compra, venda e troca de miniaturas e informações sobre lançamentos de novos carrinho de ferro.

Quem descobriu um carrinho de ferro perdido em um canto qualquer do guarda-roupa pode ter encontrado um pequeno patrimônio. O preço de um modelo pode variar muito, mas quanto melhor seu estado de conservação e acabamento - e menor sua oferta no mercado -, mais ele valerá. De acordo com Cavalcanti, uma miniatura impecável da Matchbox, feita nos anos 70 e guardado na caixinha (embalagem) original, pode chegar a valer R$ 70,00. "A série Regular Wheels dessa marca, feita na década de 60, pode atingir os R$ 120,00, desde que em ótimo estado", conta.

Quem pensa que a série da Matchbox feita no Brasil (no início dos anos 80) não vale está enganado. Segundo o publicitário, cada exemplar desse, na embalagem, pode ser vendido por cerca de US$ 100. Ele explica o motivo: "Houve um incêndio na fábrica que acabou, inclusive, com os moldes dos carrinhos, o que deixou os modelos brasileiros raros". O preço é alto, mas nem tanto perto da miniatura de Impala 64, também da Matchbox. Cavalcanti afirma que o carrinho foi vendido por US$ 7 mil, isso porque, de toda a linha de produção, apenas cinco ou seis unidades acabaram saindo com uma cor diferente, por causa de um erro banal.

Mas o campeão de todos é um Hot Wheels que nem chegou a ser comercializado. "Era uma Kombi, ainda na versão de pré-produção, que trazia duas pranchas de surfe entrando pelo vidro traseiro", diz Cavalcanti. Hoje em dia, ela está guardada em um museu nos Estados Unidos, protegida por uma vitrine com vidros à prova de balas. Essa Kombi única custou US$ 70 mil.

MINIATURAS CARAS - A maçaneta da tampa traseira solta é o último detalhe para finalizar o Ford 34. Quando estiver pronto, o carro vai ser colocado à venda por um valor fixo de R$ 70 mil. O valor está acima da média do mercado - em bom estado de conservação, este veículo chega a R$ 50 mil entre os colecionadores de automóveis antigos - mas há um detalhe que o torna exclusivo: trata-se de uma réplica que mede um quarto do tamanho original.

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