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09.09.2006 | 03h00

Impacto dos adesivos no valor dos carros

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Neste período de campanha eleitoral, é comum ver carros com adesivos de candidatos. A prática é muito comum também em veículos de empresas e nos tunados.

Mas, será que este tipo de artifício desvaloriza o veículo? Especialistas dizem que a envelopagem valoriza o carro porque protege a pintura, já a adesivagem pode comprometer o valor do veículo, principalmente, se ficar por muito tempo. De acordo com a atendente de uma loja especializada em envelopagem, Bruna Soares Ferreira, houve um aumento de 200% no número de carros que procuram este tipo de serviço. Além disso, segundo ela também houve um aumento considerável no número de empresas deste setor.

A diferença entre as duas são simples. Segundo o gerente de uma empresa especializada em funilaria e pintura, Wesley Oliveira a envelopagem envolve todo o carro. "Isso protege a pintura", garante. Já o adesivo cobre apenas parte do automóvel e se ficar por mais de dois meses já se percebe a diferença na lataria. "Alguns fazem um polimento para disfarçar, mas quem entende do assunto percebe que o carro foi adesivado", ressalta.

O avaliador de carros Roberto Rodrigues Cunha endossa a opinião de Oliveira e acrescenta que as marcas na pintura desvalorizam o veículo. "Por isso é preciso ter muito cuidado na hora de fazer o serviço. O ideal é procurar profissionais especializados e escolher produtos de qualidade. Mesmo assim, é bom pensar bem antes de adesivar o veículo", aconselha.

O custo de uma envelopagem varia a partir de R$ 800,00 e leva em média seis horas para fazer a aplicação dos adesivos. "Mas todo o processo leva em média dois dias. É preciso fazer o lealt, a arte, imprimir e esperar secar. Vale a pena, o resultado é sempre muito bom", garante Bruna.

Já a adesivagem varia muito e depende do que o cliente escolhe e onde o adesivo será aplicado. Luís Roberto Souza, gerente de uma loja de adesivagem diz que o preço varia a partir de R$ 300,00 (para menores adesivos). "Conversamos com o cliente, chegamos a um consenso sobre o que ele quer e fazemos o orçamento. Só começamos depois que ele aprova o orçamento", explica.

Na hora da venda do carro usado, há muitos itens que influenciam na avaliação. A lista inclui mecânica, estofado, pneus, funilaria, pintura e, especialmente, a condição dos documentos. Um veículo com multas ou pendências junto ao Departamento de Trânsito (Detran) é desvalorizado se comparado a outro que está com tudo em ordem. De acordo com o vendedor Diorgenes Renato Linard, em Cuiabá um dos pontos que mais desvalorizam um automóvel é a mecânica. "As estradas e vias públicas são ruins. Por isso, é que este item é tão importante", explica.

Em função do sol forte e das altas temperaturas, o painel e o volante também são bem observados durante a avaliação. Tanto um, quanto o outro racham e descascam se o veículo fica muito exposto ao sol. Os riscos na pintura e aqueles pequenos amassados também tiram ponto na hora da avaliação. "Os mais experientes sempre pedem para dirigir, porque só assim conseguem podem ter noção de como está o motor", explica o avaliador Roberto Rodrigues Cunha. "Estou na profissão há 10 anos, sei a condição do carro ao ligar a chave e ouvir o motor", enfatiza.

A quilometragem é outro ponto que conta muito. Se estiver acima da média de 25 mil quilômetros anuais, o veículo perde cerca de 5% do valor. Cunha explica que tudo tem que ser contabilizado na hora de falar de preço. "Os amortecedores e a suspensão também contam ponto. Isso sem falar nos pneus, se estiverem carecas podem diminuir até R$ 1.000,00 e se estiverem bons pode aumentar em até R$ 500,00. Isso vale somente para os utilitários", diz o avaliador.

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