Atenção com os animais 04.06.2022 | 08h00

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução/Pixabay
Quando falamos em animaizinhos, todos os cuidados são necessários, principalmente para aqueles de mais idade ou de raças específicas que também precisam de atenção redobrada. Muitas doenças, assim como nos seres humanos, são silenciosas nas suas fases iniciais, e só se manifestam de forma mais grave. Uma dessas doenças é a Síndrome de cushing, ou também conhecida como hiperadrenocorticismo. É mal hormonal preocupante que pode ser diagnosticada nos cães.
conversou com a médica veterinária, Ketllen Araújo, 23, para dar mais esclarecimentos sobre o problema de saúde.
A profissional explica que "a síndrome consiste em uma condição na qual há um excesso de produção de hormônio cortisol pela glândula adrenal (supra renal)”. Essa doença apresenta alguns sintomas como “aumento da frequência e volume de urina, aumento de ingestão de água, aumento do apetite, ganho de peso, alterações dermatológicas, como diminuição dos pelos, pele fina com evidenciação de vasos, lesões de pele descamativas e/ou piodermites, abaulamento do abdômen, atrofia de musculatura e tremores dos membros”.
“O diagnóstico do hiperadrenocorticismo em cães é feito através da avaliação clínica, sempre nescessitando de exames de imagem (ultrassom abdominal), exames de sangue para avaliar as funções do fígado, rins, hemograma, triglicérides e colesterol, entre outros, além do exame funcional da glândula ou teste de estimulação", cita a veterinária.
Por isso, é muito importante a ida regular ao veterinário, pois a doença necessita de um tratamento adequando e monitoramento constante.
Quando perguntada, quais as principais causas da doença, Ketllen respondeu que pode ser causada de duas maneiras:
- Iatrogênica, pelo uso indiscriminado de glicocorticóides, por exemplo, os anti-inflamatórios esteroidais
- Espontânea, sendo divididas em: adrenal-dependente ou hipótese-dependente
- Hiperadrenocorticismo hipófise-dependente: acredita-se que cerca de até 80% dos casos sejam manifestados desta forma. Ocorre principalmente pela presença de um tumor na própria glândula hipófise. Localizado próximo à base do cérebro. Este tipo de tumor geralmente é benigno, mas é o responsável por alterar a produção do hormônio cortisol. Nestes casos, a remoção cirúrgica é feita apenas em casos de tumores malignos, pois apesar de não ter cura, a medicação é bastante efetiva e a doença é possivelmente controlada em casos de tumores benignos.
- Hiperadrenocorticismo adrenal-dependente: ocorre de forma bem menos frequente quando desenvolve tumor em uma ou em ambas as glândulas adrenais. Nestes casos, a incidência de tumores malignos é maior, portanto, exige atenção especial e o procedimento cirúrgico deve ser considerado para poupar a integridade da glândula adrenal e evitar agravamento do caso.
Apesar de todos os cães que serem suscetíveis a está síndrome, existem algumas raças que estão mais predispostas a adquirir a doença, como os, Poodle, Dachshund, várias raças de Terrier, Pastor Alemão, Beagle e Labrador. Animaizinhos com meia-idade a idosos têm maior predisposição a doença.
Segundo a veterinária, por ser uma doença crônica, não existe uma cura, mas um tratamento. “Ele pode ser cirúrgico ou medicamentoso e vai depender da origem do problema. Mas, em ambos os casos o objetivo é a redução do hormônio cortisol. No caso do hiperadrenocorticismo adrenal-dependente, é indicada a remoção cirúrgica do tumor na glândula adrenal acometida. Quando a causa é hipofisária, pode ser usado um o medicamento para a redução dos níveis de cortisol, o medicamento indicado é o Trilostano.”
A profissional explica que, por ser uma doença muito agressiva, o hiperadrenocorticismo tem como consequências outras doenças normalmente, podendo ser elas diabete, obesidade, dermatopatias, hipercolesterolemia, hipertensão arterial e problemas cardíacos. Por essa síndrome desenvolver outros problemas que prejudique a saúde do cão, como citado anteriormente, e por ser uma doença silenciosa, os riscos passam a ser inúmeros podendo até evoluir a óbito caso não tratada.
“Por isso, se atentar aos sinais clínicos é de muitíssima importância, pois o tratamento precoce da mais tempo e qualidade de vida ao paciente”, finaliza a veterinária.
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