26.08.2016 | 00h00
Vivemos num mundo complexo, corrido, balizado por redes sociais virtuais e repleto de todo tipo de informações. Dentre os temas que andam preocupando boa parte das pessoas que tem acesso a essa absurda quantidade de informações que circula pela internet, e é reproduzida por canais como twitter, facebook e etc, destacam-se a questão ambiental e o aquecimento global.
Dizem que o aquecimento global é fenômeno que tem um potencial enorme de comprometer a vida no planeta. Para os defensores de tal teoria os efeitos da ação humana sobre o planeta estão afetando o clima e, de quebra, o planeta e todos os seus habitantes.
A questão é tão grave que esse alarmismo, ou catastrofismo, com o aquecimento global, parece ter virado uma moda. Na verdade, se tornou um meio de vida ou de projeção acadêmica e social para muitos ambientalistas, professores universitários e cientistas. O problema é que a ideia de aquecimento global está longe, mas muito longe mesmo, de ser um consenso entre cientistas espalhados por todo o planeta. Há renomados cientistas dos dois lados, uns defendendo e outros negando o aquecimento.
O catastrofismo relacionado ao aquecimento global tem equivalentes históricos. Já ouvimos falar, por exemplo, que catástrofes sociais e econômicas iriam acontecer com o bug do milênio, com o buraco na camada de ozônio, com a explosão demográfica associada à escassez de alimentos, com o fim das reservas de petróleo (que deveriam acabar por volta do ano 2000), com a chegada próxima de pandemias, com a escassez de água, com o conflito nuclear, etc, etc e etc. E o mais interessante é que todos os profetas desses apocalipses falharam feio.
A questão ambiental tem sido tratada, num processo iniciado ainda na década de 1970, como uma questão quase religiosa, baseada na fé de algumas pessoas e na militância política de outras tantas. Isso porque, em termos estritamente científicos, nada está provado, seja o aquecimento global, seja o dano causado na camada de ozônio, exemplos contundentes do quão distante estamos de uma assertiva científica.
É claro que os seres humanos causam enormes problemas para o planeta, sobretudo pelo modo predatório com que tratam a ‘natureza‘, da qual eles se divorciaram há muito tempo. Duvidar do aquecimento global e de outras calamidades ambientais não significa negar que existem numerosos impactos negativos causados pelas mãos humanas sobre o meio ambiente.
O que não podemos é simplesmente aceitar sem questionamentos posições que soam muito mais políticas do que científicas, o que parece ser o caso discutido neste artigo.
Como já salientado pelos inúmeros exemplos históricos advindos de posições alarmistas e catastrofistas, já deveríamos estar preparados para desconfiar de tudo o que nos dizem sobre o fim do mundo, o comprometimento do planeta, a extinção da humanidade e etc.
O aquecimento global pode até ser uma realidade, mas para aceitarmos isso é preciso provas científicas que gerem algum consenso entre os cientistas do mundo o que, definitivamente, não é o caso. Por enquanto isso não passa de mais uma moda, de uma convicção política que atende determinados interesses em detrimento de outros. De uma repetição de catástrofes anunciadas e não concretizadas. Portanto, devemos ter toda cautela com relação a esse assunto.
Pio Penna Filho é professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do CNPq E-mail: piopenna@gmail.com
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