LACUNAS NÃO RESOLVIDAS 22.04.2020 | 15h32

jessica@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Na próxima semana, o comércio cuiabano volta a abrir as portas, após mais de um mês fechado. A flexibilização das medidas de isolamento é um risco para o aumento dos casos da covid-19 no Estado, conforme explica o secretário de Saúde, Gilberto Figuiredo.
Para o gestor, o relaxamento das medidas deveria ocorrer assim que a estrutura de pacientes estivesse melhor preparada em todo Mato Grosso, o que deve ocorrer no início de maio, com a inauguração de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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“O isolamento restringe o contato entre as pessoas. Quando se libera a chance de contato é maior e também a possibilidade de infecção. Isso é lógico. Por isso, era necessário ter uma estrutura hospitalar capaz de atender determinado número de pacientes infectados”, explica.
O secretário ressalta que para o relaxamento das medidas seria necessário todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), transporte de UTI terrestre e aéreo, pois há muitas cidades que não têm leitos de terapia intensiva e os pacientes precisam ser removidos. Ter pessoal suficiente para fazer esse enfrentamento.
Ele explica que atualmente a capacidade de atendimento é grande para uma demanda pequena. No entanto, o número de casos deve aumentar nos próximos dias e esse avanço será medido para se definir se será necessário restringir mais o isolamento ou se as medidas podem ser flexibilidades gradativamente.
Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) determinou a abertura do comércio em Cuiabá de forma gradativa a partir do dia 27.
Segundo o secretário, atualmente 6 pacientes estão em enfermaria. Apenas 1 em leito do Sistema Único de Saúde (SUS). A rede pública tem 380 unidades disponíveis em enfermaria. Há outros 7 contaminados em UTI e 4 da rede pública. Hoje há 95 leitos disponíveis e esse número deve subir para 326 leitos em 5 de maio. As unidades são destinadas exclusivamente a pacientes com Covid-19. Na data também serão disponibilizadas mais 947 enfermarias.
“Esses números são mais do que suficientes para atender ao volume de pacientes que temos hoje. Esperamos não precisar utilizar isso. Quando passar essa pandemia, todos os leitos serão incorporados para atendimento geral”, pontua.
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