DEU EM A GAZETA 01.05.2026 | 06h45

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Otmar de Oliveira
Marcado para o dia 23 de junho o julgamento da bióloga Rafaela Screnci, responsável pelo acidente que matou o cantor Ramon Alcides Viveiros, a estudante de Direito, Myllena de Lacerda Inocêncio, e deixou ferida a estudante Hya Girotto. O júri popular ocorre no dia em que completam 7 anos e 6 meses do crime, ocorrido em 23 de dezembro de 2018. A confirmação da data consta em decisão publicada na quarta-feira (29), pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. O caso é marcado por vários recursos e até mesmo por uma decisão inicial que absolvia a ré.
O acidente ocorreu após as vítimas saírem da boate Valley, localizada na avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Rafaela foi detida após o acidente e recusou-se a fazer o teste do bafômetro e o exame de sangue. Os policiais atestaram o estado de embriaguez.
Rafaela chegou a se livrar do júri. Em outubro de 2022, o juiz Wladymir Perri decidiu pela absolvição sumária da motorista.
O Ministério Público entrou com recurso contra a decisão e, em julho de 2024, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a absolvição, mandando a bióloga a julgamento popular. A motorista ainda tentou recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, sem sucesso.
No júri, além de Rafaela, será ouvida a sobrevivente do acidente, Hya Girotto Santos. Foi requerida também a oitiva do perito oficial criminal, Henrique Praeiro Carvalho, para prestar esclarecimentos em plenário do júri sobre questões técnicas complexas relacionadas à velocidade, à dinâmica do atropelamento, à visibilidade e ao fator humano, para que os jurados compreendam adequadamente os elementos técnicos. Já entre as testemunhas da defesa estão o assistente técnico Alberi Espíndula e o pai da acusada, Manoel Randolfo da Costa Ribeiro, dono do carro que Rafaela dirigia durante o atropelamento.
Na esfera cível, a bióloga chegou a ser condenada a pagar uma indenização de R$ 1 milhão à família de Ramon Viveiros. A indenização seria paga por ela e por seu pai, Manoel Randolfo, dono do carro que Rafaela dirigia. No entanto, recurso acolhido em fevereiro deste ano reduziu pela metade o valor da indenização a ser paga.
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