questão de tempo 19.02.2020 | 18h38

eduarda@gazetadigital.com.br
Tchélo Figueiredo/Secom
O prefeito de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), Zé Carlos do Pátio (Solidariedade), informou que a polícia já sabe quem são e onde moram os suspeitos de assassinar o líder de trabalhadores rurais sem terra e presidente do PCdoB em Jaciara (a 143 km ao sul de Cuiabá), Afonso João Silva, 56.
Ele foi assassinado com 8 tiros no assentamento Renascer União da Vitória, localizado às margens da rodovia BR-364. O crime ocorreu na noite da última sexta (14).
"O secretário nos recebeu na hora quando soube desse crime. Nos recebeu na hora e a nossa polícia já está em cima dos criminosos. Já sabem quem são, já sabem a casa deles, já tem todas as informações deles. Por pouco nós já vamos pegar esses criminosos que fizeram esse crime covarde contra um amigo pessoal, contra um homem íntegro que era o Afonso João da Silva", declarou Pátio em entrevista nesta quarta (19).
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O secretário que Pátio cita é Alexandre Bustamente, da pasta estadual de Segurança Pública. Bustamente ratificou que é questão de tempo para os criminosos serem presos. Ressaltou que apesar da polícia ter ação mais preventiva, por se tratar de um crime bárbaro, "a gente vai levar as barras da Justiça aos criminosos que fizeram".
Bustamente citou que conhecia muito bem Afonso, que era um grande parceiro seu desde que entrou na área de segurança no Estado. "Ele sempre foi um gladiador da luta, de trazer a frente social para a área de segurança. Acredito que num curto espaço de tempo as investigações vão dar respostas à sociedade das pessoas que cometeram esse bárbaro crime", completou.
Na noite do crime, vizinhos chegaram a ouvir um disparo e, em seguida o silêncio. Depois avisaram à família. Segundo Miranda Muniz, um dos dirigentes do PCdoB no Estado, havia uma disputa por uma área da União e que supostamente estava grilada pela Usina Pantanal, do Grupo Naoum. "Eu, particularmente, enquanto oficial de justiça federal, cheguei a ir no local para cumprir uma ordem de reintegração de posse, a qual não se concretizou por a empresa conseguiu suspender a reintegração na Justiça", comentou.
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José Carlos - 19/02/2020
Igual o assassino do presidente do conseg em Rondonópolis. A polícia disse no dia que era questão de horas.. e até hoje nada.
1 comentários