jararaca em nobres 16.09.2020 | 14h26

vitoria@gazetadigital.com.br
Reprodução
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) divulgou nota de repúdio nesta quarta-feira (16), após a médica Dieyenne Saugo, que foi picada por uma jaracaca em uma cachoeira em Nobres, afirmar que morreria em Cuiabá, em decorrência da falta de recursos hospitalares na capital mato-grossense.
A fala provocou revolta não só ao Conselho, como também em diversos colegas de profissão que se manifestaram nas redes sociais. Ao abrir uma caixa de perguntas em seu perfil no Instagram, um seguidor questionou porque ela não foi até um hospital em que o plano de saúde cobrisse os custos.
A “Doutora Fit”, como é conhecida, respondeu: “porque é óbvio que eu morreria! Nenhum hospital de Cuiabá tem os mesmos recursos dos hospitais de São Paulo. Meu caso não era grave, era gravíssimo!”, explicou.
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Em seguida, outro internauta perguntou se ela pegou covid-19 no hospital, ao que ela respondeu “não sabemos, provavelmente peguei covid na UTI do hospital em Cuiabá”.
O CRM repudiou as falas da médica, em consideração aos profissionais que prestaram atendimento em Mato Grosso. Além disso, o Conselho pontuou que as afirmações de Dieyenne demonstra falta de respeito aos profissionais que a socorreram.
“Não se pode desmerecer a atuação da equipe do Samu que realizou o atendimento pré-hospitalar de emergência, à equipe do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá que aplicou soro antiofídico e à equipe do Complexo Hospitalar de Cuiabá que foi quem assumiu a responsabilidade pela traqueostomia quando suas vias respiratórias apresentavam alto nível de obstrução”, afirmou.
O Conselho ainda defendeu o atendimento médico mato-grossense. Inclusive, pontuou que, se não fosse pelo socorro prestado, ela não teria condições de ser transferida a outro estado.
“Em uma situação onde o médico constata condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso do paciente, tal como com a Dra. Dieynne, o tratamento médico imediato é primordial para a estabilização do quadro de emergência apresentado e posterior adoção de outras condutas terapêuticas”, acrescentou.
O caso
Dieynne foi picada duas vezes por uma jararaca de cerca de dois metros de comprimento. O animal caiu na água enquanto a vítima se banhava na queda d'água em Nobres, no Mato Grosso. Amigos filmaram o momento do ataque. Nas imagens, é possível ver quando a médica começa a gritar.
De acordo com Sthefani Saugo, a família não imaginava que a picada geraria tantos problemas à saúde da irmã: "Num primeiro momento a gente pensou que uma picada de cobra não fosse nada demais porque a gente não sabia que tinha todo esse agravamento. Ela teve um inchaço grande no pescoço e no braço e os médicos falaram em necrose, amputação. Foi um milagre".
Logo após ter sido picada, no dia 30 de agosto, Dieynne foi encaminhada para um hospital em Cuiabá, onde passou por cirurgia e foi internada em estado grave na UTI. A pousada em que a médica estava hospedada não tinha soro antiofídico. Na quinta-feira (3), ela foi transferida de táxi aéreo do Complexo Hospitalar de Cuiabá para São Paulo, onde passou por uma cirurgia no braço na sexta-feira (4).
Outro lado
Após a nota do CRM, a médica também se manifestou no Instagram. Veja na íntegra:
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Soja Disponível
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1,06%
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dildidi - 17/09/2020
Com todo respeito, mas o texto escrito demonstra termos usualmente utilizados pelos doutores da lei!!!
cidao - 17/09/2020
se cuiaba é tão ruim assim porque não vão embora daqui,todo mundo ganha dinheiro aqui e sai falando mal de cuiaba,eu conheço 8 paises e todo o brasil,mais o melhor lugar é aqui.
2 comentários