Atribuição de aulas 17.02.2021 | 14h03

natalia@gazetadigital.com.br
João Vieira
Desrespeito à lei das pessoas com deficiência (PCD) durante o processo de atribuição de aulas da rede estadual é denunciado pelos profissionais que tentaram realizar o processo. O problema foi informado ao Ministério Público do Estado (MPE), que vai avaliar a situação.
Marcos, nome fictício, passou os últimos dias na correria na tentativa de conseguir finalizar o seu processo de atribuição de aulas. A unidade escolar escolhida pelo rapaz tinha 3 vagas disponíveis, sendo ele o único PCD na escola. Porém, não foi possível. De acordo com a justificativa apresentada pela administração escolar, deveriam existir 10 professores para a disciplina e a 11ª vaga seria de Marcos.
A mesma justificativa foi apresentada a T.B.F. “Me colocaram na contagem de pontos geral e eu fiquei na 19ª posição. Depois, disseram que a cada 10 vagas, a próxima seria para PCD”, relata a profissional que já buscou a assessoria pedagógica da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para contestar e conseguir finalizar seu processo.
Marcos foi atribuído, por meio da assessoria pedagógica, em 3 escolas diferentes e nenhuma foi a escolhida por ele. Thiago Oliveira, único PCD para a vaga de professor de filosofia na Capital, segue sem trabalhar esperando alguma resposta por parte da Secretaria. “É um desrespeito o que estão fazendo conosco”, define.
Os profissionais lembram que, de acordo com o Estatuto das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais do Estado, os órgãos e entidades da rede pública estadual devem assegurar o tratamento prioritário a eles. Além disso, a legislação prevê também a concorrência a todas as vagas, sendo reservado no mínimo o percentual de 10% em face da classificação obtida.
“Infelizmente, a Secretaria não tem respeitado a legislação. O que está havendo é desumanidade”, avalia Guelda Andrade, secretária de Assuntos Educacionais do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso. Inclusive, a orientação da entidade classista é para que os profissionais registrem um boletim de ocorrência e formalizem a denúncia no MPE e no Sindicato, no caso dos sindicalizados.
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OLIVIO-PCD - 17/02/2021
MINISTERIO PÚBLICO DE MATO GROSSO. SE REALMENTE SE FOR COMPROVADO ESSES FATOS, SOLICITAMOS PROVIDENCIAS, ISSO É DISCRIMINAÇÃO, ISSO É EXCLUSÃO, ISSO É UMA FALTA DE RESPEITOS COM AS PESSOAS COM DEFICIENCIA,,,, EU VENHO FAZER ALGUMAS PERGUNTAS,,, CADÊ AS PROVIDÊNCIAS DO MINISTERIO PÚBLICO? CADÊ AS PROVIDÊNCIAS DO CONSELHO ESTADUAL DAS PESSOA COM DEFICIÊNCIAS ? CADÊ AS PROVIDÊNCIAS DO CONSELHO MUNICIPAL DE CUIABA DAS PESSOA COM DEFICIÊNCIAS ? CADÊ AS PROVIDÊNCIAS DA SUPERINTENDÊNCIA DA CASA CIVIL DAS PESSOA COM DEFICIÊNCIAS ? CADÊ AS PROVIDÊNCIAS DA SECRETARIA ADJUNTA DAS PESSOA COM DEFICIÊNCIAS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CUIABA ? ISSO É UMA VERGONHA,,,, QUE VERGONHA,,,, ESSES GESTORES MERECEM SER PUNIDOS COM A PERDAS DOS SEUS CARGOS..... SOLICITAMOS PROVIDENCAS,,,, SE NÃO ESTÃOS RESPEITANDO AS PESSOAS COM DEFICIENCIA,,,, VAMOS FAZER MANIFESTAÇÃO.....
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