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'denúncias sempre vão existir' 08.06.2026 | 15h20

Avallone diz que em ano eleitoral 'tudo vira uma porcaria' ao comentar volume de apurações

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

JLSIQUEIRA/ALMT

JLSIQUEIRA/ALMT

O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) reafirmou a decisão de seu partido de apoiar a gestão de Otaviano Pivetta e sua pré-candidatura e minimizou as investigações no Estado. O parlamentar destacou que todas as secretarias enfrentam questionamentos em algum momento, mas as apurações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ganharam maior destaque apenas por ser um ano eleitoral.

 

Ele minimizou o desgaste ocasionado pela apuração conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra a Educação. A medida foi tomada após denúncia de superfaturamento nas compras de Cuiabá ordenadas pelo ex-secretário Amauri Monge, que atuou nas duas pastas. Avallone foi categórico ao afirmar que “denúncia é uma coisa que não vai deixar de acontecer”.

 

“Esse governo está aí há sete anos e meio. A pasta de Educação teve pouquíssimas denúncias, pouquíssimas coisas foram faladas. Aí chega no período eleitoral, tem um monte de denúncias, todas têm que ser investigadas, mas eu não vejo como um lugar que teve grandes problemas”, comentou em coletiva na última semana.

 

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Para ele, o que importa nesses assuntos são os resultados concretos de pastas como a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). O deputado ponderou que, por exemplo, a gestão de infraestrutura vinha sendo elogiada “o tempo inteiro” e, quando começou o período eleitoral, “de repente tudo é uma porcaria”.

 

“Faz parte do processo eleitoral, os adversários vão criar denúncias, e talvez algumas delas sejam comprovadas. Então terá que ser visto o que o governador falou. Pivetta é muito claro nisso: se quiser investigar, investiga todo mundo, inclusive ele mesmo, não tem problema nenhum, tem que investigar”, afirmou.

 

Durante a atual gestão, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) apontou situações como maquiagem de notas, assédio e defasagem salarial que estão sendo investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) atualmente.

 

“Os temas dessas denúncias não são iguais aos temas que estão falando agora. Aí não tinha tema de corrupção, não tinha tema de avaliação. E aí o governo dizia o contrário, saiu de 22ª para 8ª colocação, é a mesma avaliação que é feita no Brasil inteiro. Agora está denunciando falcatrua, está denunciando corrupção, esse tipo de denúncia teve muito pouco. Não estou dizendo que não teve, mas faz parte do processo político. Agora vai ter muita denúncia mesmo e tem que correr atrás”, defendeu.

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