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criança 'fala' ao celular com a mãe 11.01.2026 | 12h00

Rotina é de dor e saudade para família de jovem executada pelo marido PM

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Montagem GD

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Quase 8 meses após o assassinato de Gabrieli Daniel de Sousa, 30, morta a tiros pelo marido, o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, a família da vítima ainda aguarda o andamento do processo judicial e enfrenta a dor diária da perda. O maior desafio tem sido consolar os filhos deixados por Gabrieli, que perguntam pela mãe constantemente.

 

Em entrevista ao , a mãe de Gabrieli, Noemi Daniel, relatou a difícil adaptação à ausência da filha. A avó materna tem a guarda provisória dos netos, um menino de 5 anos e uma menina de 3. Atualmente, as crianças frequentam a escola e o filho mais velho recebe acompanhamento psicológico.

 

“Eles sentem muita saudade. O mais velho entende que ela se foi, mas a neném ainda não compreende. Tem dias em que chama pela mãe o dia inteiro. Ela usa um telefone de brinquedo para ‘falar’ com a mãe, pergunta se ela está bem e onde está. É de cortar o coração. O irmão mais velho é quem tenta explicar que a mamãe agora está no céu”, conta Noemi.

 

Trauma 
Devido à tragédia, as crianças desenvolveram dependência emocional e demonstram medo de se distanciarem da avó, inclusive na hora de dormir. O sono tornou-se um gatilho associado à perda: o neto mais velho recorda que dormiu na casa dos pais e acordou na casa dos avós paternos, onde lhe foi dito que a mãe havia viajado.

 

“Mentiram para a criança, o que não deveria ter sido feito. Ele ficou com a esperança de que ela voltaria. Quando chegamos ao Pará, ele desceu do carro correndo e vasculhou os quartos, ao não encontrá-la, começou a chorar desesperadamente”, lamenta a avó.

 

O Crime
O feminicídio ocorreu em 25 de maio de 2025. Gabrieli foi morta com um tiro de pistola na cabeça. Após o disparo, Ricker levou os filhos para a casa dos pais dele e fugiu, deixando o corpo da esposa na residência do casal, no bairro Praerinho, em Cuiabá.

 

Uma testemunha relatou que não ouviu discussões, apenas os disparos, que inicialmente confundiu com fogos de artifício devido a um jogo do Flamengo. Ao sair à rua, a testemunha avistou o policial fardado deixando o local com as duas crianças.


Noemi lamenta que os netos não tenham tido a oportunidade de participar do velório para compreender o processo de luto. Gabrieli teve uma cerimônia breve em Cuiabá antes de o corpo ser transladado para o Pará.

 

“Em vez de levá-los para se despedir da mãe, levaram para ver aquele animal no presídio. Ele [Ricker] disse aos filhos que estava trabalhando e que a mãe estava viajando, prometendo que logo voltaria para casa. Isso confundiu a cabeça deles”, relembra.

 

As crianças só foram entregues aos avós maternos 8 dias após o crime. Coube a Noemi a dolorosa missão de explicar que a mãe "virou uma estrelinha" e não retornaria.

 

Busca por Justiça
A família, que antes via Ricker como um bom marido e pai, hoje clama por justiça. “Alguém que entra em uma profissão para proteger as pessoas e faz isso com a própria família... a maldade que ele fez com ela foi enorme, mas o que fez com os filhos é ainda pior. Dizem que ele é louco, mas de louco não tem nada”, desabafa Noemi.

 

Até o momento, foram realizadas duas audiências virtuais. A família aguarda o laudo do incidente de insanidade mental ao qual Ricker foi submetido, com exame agendado para 12 de fevereiro de 2026. Por conta disso, ainda não há data para o julgamento. Noemi reafirma sua esperança na Justiça e o desejo de que o crime não caia no esquecimento.

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